<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881</id><updated>2012-03-04T10:01:36.167-08:00</updated><title type='text'>chave-fechadura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7535029656476896044</id><published>2010-02-03T04:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T09:44:52.016-08:00</updated><title type='text'>Usurpar</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Era meu, era meu, era meu. E roubou de mim. Tirou como se tira as tripas de um bicho morto, sem piedade. Afinal, ela não sente dor, não é? Está morta! Não sente nadinha! Veja, faça um corte aqui para ver se ela grita. Não sente dor alguma porque algum narcótico corre nas suas veias. Anestésico produzido por substâncias cerebrais. Produzido pelo próprio corpo em um processo de autodefesa. Por que continua me arrancando de mim? Se eu era inteira, se eu era bela e completa? Possuía o conforto no meu âmago, bebia água da fonte pura. Agora a água ficou turva, suja. Fragmentou-me em pontos ínfimos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;insignificantes&lt;/span&gt;. Dispersos e perdidos. Esquartejou meus membros. Arrancou a minha voz &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;direto&lt;/span&gt; da garganta e eu queria tanto cantar. Por que se eu podia cuidar muito melhor de tudo? Porque se eu sei que iria sentir de forma tão mais nobre o que eles sentem ao beber das minhas emoções. E riem. E brindam. Brindam ao regozijo que encontram quando bebem o sumo salgado de minha vida. E torcem como se torce um pano sujo. Extraem até a última gota para sugar como parasitas qualquer coisa que ainda resta. Verdadeiros assassinos. Eu sei que eles nunca vão sentir o que eu sentia. Mesmo estando acabada, violada, roubada, essa é a única coisa que me consola, mas no fim não sobra nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7535029656476896044?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7535029656476896044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7535029656476896044&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7535029656476896044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7535029656476896044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2010/02/usurpar.html' title='Usurpar'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6857063376313188418</id><published>2009-12-02T06:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T03:18:43.825-08:00</updated><title type='text'>Canonização</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Vic esteve perdida para se encontrar, do contrário não seria possível, não é mesmo? Deve-se estar perdido para se encontrar e basta se encontrar para se perder. Homens solitários vagam pela escuridão a pensar, que farei agora? E agora? E depois? E quando? E quem? Quem sois?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não soubessem as repostas, mas pensavam, não pensavam? Questionavam, não? Então, por que, Deus, se o mundo virou as costas para nós? Por que, Deus, viraste as costas para mim? E Deus nada respondia. Tem certeza de que ele está lá?- perguntou Ana a Vic, sempre em tom sarcástico. E Vic olhava para o céu, sem saber se estava a procurar alguma coisa ou se era porque gostava das estrelas. A minha vida tem trilha sonora, Ana. Consegue ouvir essa marcha tocando? É fúnebre? - perguntou Ana com um sorriso largo e zombador. Você é surda, Ana, surda de alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana saiu e bateu a porta com os olhos cheios d'água, ela dissera algo sobre sua alma. Alma era uma palavra forte demais para ser dita. Suas palavras são como agulhas que me atingem e adentram meu corpo, seu olhar é tão vazio e eu não suporto indiferenças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vic ficou a pensar. Estava agora tão mudada. Tantos anos se passaram e ninguém podia adivinhar, ninguém a tinha adivinhado, ninguém viu através dela como um fantasma. Um fantasma como aquele que apareceu no canto do quarto, tão grande e acuado. Um bicho sem pêlo e sem cor que tinha o olhar tão triste que dava pra sentir toda a infelicidade do mundo. Fiquei com pena dele (pena é um sentimento mesquinho?), mas também estava com medo e saí correndo. Ele deve ter ido embora também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como esperar a bondade? Como ser bom se existe o receio? Deus nunca me respondeu. E nem se eu perguntasse um milhão de vezes. Eu te vejo no espelho e digo sem me virar: todos querem ser alguém, mas acho impossível não ser alguém. Olhe para as coisas, entenda, toque, sinta. Diferencie as superfícies, as texturas. Use o que você tem. Exista e tenha a certeza de que é muito pequeno perto de tudo, que nem é preciso ser real e ter sentido, mas é o que é. Sem choro e sem discussão. Salve-te a ti mesmo, do mais triste fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6857063376313188418?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6857063376313188418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6857063376313188418&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6857063376313188418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6857063376313188418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/12/canonizacao.html' title='Canonização'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8457630937871503009</id><published>2009-09-23T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T17:43:47.442-07:00</updated><title type='text'>Sala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É onde você enxerga coisas que não existem. Já sentiu o mundo assim, tão estranho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentada no sofá, eu olho o tapete. Ele não tem razão de existir, ele não precisa estar ali. Sua função é unicamente estética (e isso é ruim?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olho para a lâmpada, ela me ofusca. Sem a luz que ela me oferece, estaria em plena treva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouço aquelas notas. Por muitas vezes me fizeram chorar (será que alguém está chateado comigo?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto que magoei alguém, com minhas palavras quase sempre tão rudes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encaro a porta, na esperança de que algo apareça. Poderia ser qualquer coisa. Até quem sabe, um extraterrestre, um espírito, uma besta de sete cabeças, algum fruto de minha imaginação. A sombra e nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um calafrio me percorre a espinha e tremo por alguns segundos. Não suporto o silêncio e certos sons me põem medo. Mas é um medo assim, de nada, um medo sem razão. É normal acontecer quando se está só, não é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A luz ainda continua a me iluminar. Serei eu lâmpada ou tapete?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquela música? Que faz assim: taaa- ra-ra-ra-ra-raaaa... Ela nunca mais vai sair de mim. É como escutar meu coração bater em uníssono com seus tambores, e sentir passos grandiosos, sentimentos grandiosos. Serei eu música ou silêncio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olho novamente para a porta, nossa visão nos prega peças. Principalmente em momentos de... Devo dizer? ...medo. Mas nada se encontra lá. Se te magoei, por favor me perdoe. E ninguém apareceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8457630937871503009?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8457630937871503009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8457630937871503009&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8457630937871503009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8457630937871503009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/09/sala.html' title='Sala'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4732123389177344952</id><published>2009-09-10T18:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T09:48:35.652-07:00</updated><title type='text'>Agradecimentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo quando a gente não merece, às vezes recebemos o reconhecimento, o privilégio de aproveitar os frutos de um serviço não feito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria agradecer a gentileza do Lexotan e do Estranho Mundo de Jack de me indicar o Selo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu adoro teu blog&lt;/span&gt;, mostrando que mesmo não tendo atualizado por tanto tempo ainda lembram do chave-fechadura. Obrigada, meninas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SqkshZa8c4I/AAAAAAAAALU/TwP3HulVmXU/s1600-h/selo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SqkshZa8c4I/AAAAAAAAALU/TwP3HulVmXU/s200/selo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379880182141973378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como manda o manual, eu tenho que citar cinco coisas que gosto de fazer e indicar o selo para outros blogs.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Coisas:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1- Criar&lt;br /&gt;2-Ler&lt;br /&gt;3-Tocar instrumentos musicais&lt;br /&gt;4-Comer brigadeiro em dia de chuva&lt;br /&gt;5-Encontrar blogs legais de pessoas desconhecidas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, os blogs indicados serão somente dois porque a maioria dos que eu acompanho já receberam o selo. Mas se o seu blog está ali no cantinho é porque eu adoro também!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Blogs:&lt;br /&gt;1-Mente Estranha&lt;br /&gt;2-Imaginação Grátis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueçam de indicar para outros blogs e dizer as cinco coisas que gostam de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4732123389177344952?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4732123389177344952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4732123389177344952&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4732123389177344952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4732123389177344952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/09/agradecimentos.html' title='Agradecimentos'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SqkshZa8c4I/AAAAAAAAALU/TwP3HulVmXU/s72-c/selo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2574497130680167426</id><published>2009-05-31T04:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T18:23:50.677-07:00</updated><title type='text'>Aqui</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Agora eu me lembro porque saía daqui, porque não aguentava aqui, porque me revoltava aqui. Porque nesses instantes a minha vida resume-se em contar os minutos para o fim. Eu gostaria de tornar esse período melhor, e às vezes consigo torná-lo quase divertido, mas não. Em seguida os meus planos foram por água abaixo. A mesma coisa nunca muda - com mudar eu quero dizer, evoluir. E como poderia evoluir, com tantos retrocessos? Como poderia mudar com essas vidas estagnadas? Lembra daquele discurso que não é nem batido, mas esgarçado, furado e esfarrapado? De como é necessário &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;livrar-se do senso comum e&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;abrir a mente para novas idéias, perspectivas e visões de mundo&lt;/span&gt;? Esse papo de fugir do senso comum já foi tão usado que se tornou senso comum. E quanto a abrir a mente para novas idéias, só costumam dizer e nunca expor realmente, uma diferente forma de pensar. Mediocridade eu já tenho bastante, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas tudo ia bem até as duas comadres iniciarem aquela conversa de canto de bar, de mesa de botequim ou de qualquer outro ambiente descontraído, que eu acordei e minha tolerância foi ficando escassa. Lembrei porque saía daqui, porque não aguentava aqui, porque me revoltava aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De uma carteira dessas para uma mesa de bar eu fico com a segunda, afinal, nela as conversas são muito mais produtivas do que aqui, aqui, aqui. Aqui aonde deverei comparecer por mais alguns meses e ainda corro o risco de sair debatendo sobre a última edição da Veja e me achar o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Postagem escrita em 11 de fevereiro de 2009&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2574497130680167426?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2574497130680167426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2574497130680167426&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2574497130680167426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2574497130680167426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/05/aqui.html' title='Aqui'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6637009991014237304</id><published>2009-03-06T06:21:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T06:24:45.342-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes eu olha para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;teto&lt;/span&gt; e penso: " e se ele desabasse agora?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez fosse bom... As pessoas correriam desesperadas, gritando, e seriam soterradas pelos destroços. Os bombeiros viriam, procurariam sobreviventes, o fato viraria notícia e, se tivéssemos, sorte, alguma homenagem nos seria prestada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, talvez fosse bom se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;teto&lt;/span&gt; desabasse... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6637009991014237304?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6637009991014237304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6637009991014237304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6637009991014237304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6637009991014237304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/03/as-vezes-eu-olha-para-o-teto-e-penso-e.html' title=''/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4094078853311929433</id><published>2009-01-12T07:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T02:33:59.412-08:00</updated><title type='text'>Os nossos dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi quando eu tive a certeza de algo. Eu nunca saberia quando nem por que, mas de qualquer maneira, eu pude chegar a uma conclusão sem premissas. Pensei: Se eu fechar os olhos por muito tempo e não dormir, talvez eu possa enxergar de verdade. Se eu tiver o conforto de um simples toque verdadeiro, as agulhas não poderão mais me ferir. Se eu pensar muito em uma coisa só. Se eu pensar nessa coisa com todas as minhas forças, o pensamento e tudo o que ele contém, desaparecerá completamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao te ouvir dizer meu nome, respondo de imediato. Mas foi só um impulso. Seria realmente eu quem a palavra chama? Por algum motivo ouço tudo atentamente, como se meus ouvidos pudessem me enganar menos do que meus olhos. E quem pode culpá-los? É o meu olhar para fora. É a janela de minha casa dizendo: o mundo mudou. E quem pode culpá-lo por isso? Não nós, certamente. Como podemos julgar sendo tão culpados? Nós, seres sem berço que acolha nossa agonia. Seres que de tanto querer, cometem erros sem querer. Nós, predadores indefesos, de nós mesmos, de nós mesmos. Provavelmente tenha sido um engano questionar a real existência de tudo, e pior ainda achar que ignorar o problema o faz deixar de existir. Ainda pior é deixar morrer o "inexistente" e enxergar conveniências. Ninguém funciona por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a toda hora me pergunto: Como é possível? Como é possível tantos mundos paralelos entrecruzando-se sem notar? Como é possível alguém acreditar na própria individualidade? Sob qual aspecto as coisas existem quando eu não estou presente? Como eu posso me descobrir em meu inimigo e diluir-me ao lado do amigo? Seres frágeis e indestrutíveis. Quando chega o momento em que já não é possível aguentar mais, em que já não se luta, não se acredita, não se mantém, nem sequer se sustenta. Algo se renova, algo se contrói. Tudo é feito de ciclos. Nada pára, nada permanece o mesmo. É você, missionário da destruição. Desmonta-se a cada dia, faz-se novo no outro. Deixando marcado para sempre, os rastros de sua queda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4094078853311929433?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4094078853311929433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4094078853311929433&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4094078853311929433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4094078853311929433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/01/os-nossos-dias.html' title='Os nossos dias'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4649238515488392797</id><published>2009-01-01T13:44:00.000-08:00</published><updated>2009-01-01T14:24:10.534-08:00</updated><title type='text'>Memórias de um ano novo passado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SV1COf4AsCI/AAAAAAAAAKE/RzYTj_nNkXI/s1600-h/sapo01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 172px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SV1COf4AsCI/AAAAAAAAAKE/RzYTj_nNkXI/s200/sapo01.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286454354444857378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje nem desprezo, nem festejo. Hoje sei porque faço essas coisas que todo mundo faz e eu também faço. Hoje faz um ano que tive aquele sonho. Hoje tive um sonho diferente daquele. Nele, era feiticeira, fazia magia com minhas próprias mãos, voava... Ainda agora lembro da sensação que era, mas o sol não me deixou em paz pela manhã. Logo cedo, brilhando e ardendo bem na minha cara. Mesmo que a adrenalina do pavio aceso tenha feito meu coração disparar, eu gostei. Depois de um jantar anfíbio eu pude descansar tranquila, ou quase tranquila, e de novo voltar para (por que não dizer?) mim mesma. Sabe que eu até comecei bem? Se existisse esse negócio, eu até que teria sorte, mas não existe. Não tem isso de "esse é o ponto final e aqui é o parágrafo". Como nós mesmas concluímos outro dia: "A circunferência é forma perfeita; sem começo, nem fim, apenas limitações". Assim são, assim somos enquanto circunferências. Com limite, eu quero dizer espaço físico. Se é perfeita, por que desmembrá-la em pedaços? Já era noite quando estávamos na varanda, discutindo sobre o sexo dos sapos e dos elefantes. Também era noite quando a luminosidade das faíscas quase cegou-me. Mas uma. Só uma não se foi, a que ficará brilhando para sempre. É engraçado isso, não é? De lembrar tudo como em um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;flash&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;back&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;Nunca tive boa memória, não para acontecimentos reais. Mas de repente, eu conto tudo como se tivesse sido ontem. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ops&lt;/span&gt;, foi ontem. Mas quase nada disso importa, foi bom. Foi bom porque descobri algumas coisas. Sei que eu tenho, sim, uma certa gratificação depois de terminar todo o serviço, logo, gosto de fazê-lo, deixei de lado meus pensamentos místicos, choro de bebê me deixa aflita, não tenho mais tanto medo de fogo, nem de barulho alto, nem de sapos. Ah, e vocês não iam acreditar na rapidez com que ele devora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;insetos&lt;/span&gt;, é realmente impressionante. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4649238515488392797?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4649238515488392797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4649238515488392797&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4649238515488392797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4649238515488392797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2009/01/memrias-de-um-ano-novo-passado.html' title='Memórias de um ano novo passado'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SV1COf4AsCI/AAAAAAAAAKE/RzYTj_nNkXI/s72-c/sapo01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7877234935712119564</id><published>2008-12-03T10:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T11:27:01.903-08:00</updated><title type='text'>As discrepâncias do Ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/STwg_ZYklQI/AAAAAAAAAJ8/5BOhwFFyU1I/s1600-h/1185977.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277129136889173250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/STwg_ZYklQI/AAAAAAAAAJ8/5BOhwFFyU1I/s400/1185977.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se você sente essa angústia ardendo por dentro, não adianta tentar tranquilizar-se pensando nisso como algo comum, embora seja, embora você não seja o único.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você sente essa angústia, é porque em algum momento você foi amplo demais e o mesmo não aconteceu com o espaço ao seu redor. Transbordastes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentir as coisas, não significa possuí-las, nem tê-las significa aprisioná-las. Aliás, nunca se tem nada. As coisas não foram feitas para serem propriedade de alguém. Seguramos uma moeda, mas ela não é nossa. Nem o valor a ela atribuído. Nem nosso, nem dela. De ninguém. Vestimos um casaco, carregamos um amuleto, seguramos as mãos. Não são nossos, não somos nossos. Por mais que alguém deseje o Sol, roube a Luz ou compre um pedaço de terra... Não se pode agregar aquilo fora de sua natureza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprisionar algo que, por natureza é livre, gera consequências catastróficas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Moldar-se a um pequeno recipiente é mais fácil do que tentar preencher todo o espaço vazio a sua volta, implorando para que não entre em choque com alguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todos os momentos eu me controlo, em todos os momentos tenho que dosar as coisas, em todos momentos, eu devo economizar o que possuo. Temendo que acabe, temendo que eu me acabe, temendo não ter o suficiente para seguir até o fim. Mas tenho uma vontade de dizer àqueles com quem realmente me importo, que eu não fui tudo que conseguia, não fiz tudo que poderia, não terminei ainda, não ofereci tudo o que podia oferecer, nem mostrei tudo o que tinha pra mostrar. Quero pedir que, por favor, esperem mais um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E uma vontade... Uma vontade louca de gritar. Mas gritar o quê? De gritar a frase mais bonita do mundo. Mas nada está bom, nada está bom. A frase mais bonita, não é a mais bonita. Por que as coisas precisam ser dignas de receber o meu melhor? Não seria capaz de gritar a frase mais bonita temendo ser a minha única chance, e tudo o que seria possível ouvir, seria um grunhido horroroso de não saber o que dizer para que o mundo se volte e ouça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem a dor de todos os desesperos e nem a beleza de todas a dores. Um cinza de chumbo. Da mistura de tudo. Aprendeu? Não adianta tentar misturar todas as coisas bonitas para conseguir algo que reúna todas as belezas em uma. É preciso escolher, é preciso escolher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade o segredo não está nas coisas, mas no que delas é feito. Não queiras ter o mundo que as coisas todas são tuas, ela me disse. Sei que foi. E seguiu a perseguir a alegria de não ter nada, e continua seguindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se são minhas meias palavras, ou minhas frases interminadas que retratam minha beleza, um dia cantarei uma música sem frases. O que eu tenho de melhor é o que eu não tenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu realmente gostaria de dizer, àqueles que amo, àqueles que admiro, que não sabem que eu existo, que já não estão mais aqui, é adeus. Caso não dê tempo de me despedir. Mas quem gosta de despedidas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, que nada fique registrado, que a minha frase mais bonita seja o meu silêncio. E minha maior beleza seja a de não saber. E que o meu amor esteja nos olhos de quem me vê. Agora você conseguiu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7877234935712119564?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7877234935712119564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7877234935712119564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7877234935712119564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7877234935712119564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/12/as-discrepncias-do-ser.html' title='As discrepâncias do Ser'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/STwg_ZYklQI/AAAAAAAAAJ8/5BOhwFFyU1I/s72-c/1185977.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3946000623835963253</id><published>2008-11-15T20:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T20:12:00.359-08:00</updated><title type='text'>Saiba...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SR8amy7lZyI/AAAAAAAAAJs/gAMuZRdaZdA/s1600-h/bemmequer-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268959342855808802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SR8amy7lZyI/AAAAAAAAAJs/gAMuZRdaZdA/s320/bemmequer-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há muito tempo eu esperei por algo maior. E quando chegasse, eu saberia que esse algo iria ser tudo que eu jamais conseguiria de novo, sem nunca ter conseguido. Algo que não era meu e eu nunca iria ter. Mas me veio o mistério. Como eu poderia dizer aquilo que eu só conseguia pensar? Como eu poderia pensar aquilo que eu só conseguia sentir? E como te fazer sentir aquilo que eu sentia? Observem-me nesse momento. Eu estou plena. Diga a você mesmo "quem sou eu?", diga porque você sabe como. Só por isso.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não esperaria se eu não pensasse que valeria a pena. Eu não arriscaria. Eu não daria uma chance ao mundo se não soubesse que ele pode surpreender. Olha só pra mim. Olha só pra você. Eu disse uma palavra. Você se lembrou de algo. Eu lembrei de você. A palavra foi embora. Alguém a ouviu e lembrou de alguém. E tudo no mundo interligou-se em uma corrente infinita. Poderia ser o que eu menos esperava, até do que eu tive medo. Mas eu deixei, simplesmente deixei. E o mundo abriu-se em possibilidades. Não é tão difícil assim, sabe? Viver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você é aquele que aparece vez ou outra pra mostrar que ainda existe ou se você é aquele de todos os dias, mas que mesmo assim espero ansiosa para encontrar. E estar no meio de tanta coisa. Porque você é tudo que eu jamais poderei entender.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3946000623835963253?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3946000623835963253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3946000623835963253&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3946000623835963253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3946000623835963253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/11/saiba.html' title='Saiba...'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SR8amy7lZyI/AAAAAAAAAJs/gAMuZRdaZdA/s72-c/bemmequer-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5232233099652285239</id><published>2008-11-08T16:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T16:48:15.914-08:00</updated><title type='text'>Da fuga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele estava bêbado, ela também. Entraram no carro depressa. Ela vomitou, ele também. O azedume do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vômito&lt;/span&gt; infestou o estofado, ela o beijou. "Quero ir pra casa". O sorriso dele era de inocência, o olhar, de desejo. "Vamos agora". Ele colocou a chave na ignição e girou-a. O carro deu um salto para frente e morreu. Os dois riram e se beijaram. "Eu te amo". Ele tentou tirar o carro com cuidado, derrubou a placa, bateu de leve na árvore. Os dois riram de novo. Ele saiu dirigindo em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;zigue&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;zague&lt;/span&gt;, ela rindo. Na rua, motoristas xingavam e buzinavam. "Esses imbecis não sabem dirigir!". Ela olhava séria pela janela. "E se nós &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;morrêssemos&lt;/span&gt; agora, Alberto?" O olhar era de piedade. "Não vamos morrer, eu tomo cuidado". Parou um pouco antes de replicar, "mas se acontecer alguma coisa? Sabe que a qualquer momento...Quer dizer, sempre tem perigo. O sinal vermelho, o sinal vermelho!" , ela abanou as mãos deseperada sem ter o que fazer para controlar o carro. O pneu cantou um pouco antes de parar de rodar. Sabe que só por estarmos parados aqui, pode vir alguém, atirar, e a gente... Morre!" Os olhares de questionamento, de vontade, de tristeza, de paixão, de medo, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;peloamordeDeus&lt;/span&gt;. "Então vamos fugir do perigo, meu amor! Foge comigo, foge!?" As lágrimas de alegria e desespero inundaram os olhos. "Não quero ter medo..."Começou a acelerar. "Foge comigo antes do sinal abrir?" Ela só apertou seu braço, ele pisou fundo. "Nada vai nos alcançar, meu amor!" A velocidade aumentava. Os risos de alívio eram dela. Os de felicidade eram dele. "Vamos fugir do perigo!", ele gritava, mas foi o silêncio que reinou quando foram de encontro a outro carro. Ele morreu, ela também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5232233099652285239?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5232233099652285239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5232233099652285239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5232233099652285239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5232233099652285239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/11/da-fuga.html' title='Da fuga'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-55293707034843021</id><published>2008-10-01T13:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T09:27:34.193-07:00</updated><title type='text'>Perpendicular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já pensou no que lhe foi perguntado? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em poucos segundos ela entendeu toda a sua vida como uma mentira. Ou mera ilusão e utopia. Até ali a vida fora pacífica e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;pacata. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Talvez tenha sofrido alguns choques vez ou outra. Mas agora não chegava a ser um choque. Antes, todas as coisas eram dos outros e nem a própria vida lhe pertencia. Antes, tudo dependia e era vontade alheia. Até o momento, aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exato&lt;/span&gt; momento. Já havia passado horas vasculhando a memória, à procura do instante em que havia deixado as coisas do passado. À procura do instante responsável por torná-la a pessoa do jeito como era. Mas o instante só foi acontecer nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exato&lt;/span&gt; momento, justificando o fato de nunca tê-lo encontrado antes, afinal, nunca acontecera. Só agora surgia a cruz, antes composta por milhões de caminhos disformes e imaginários. Embora ainda existissem, dentre todos, agora destacava-se a cruz. Encruzilhada. O que seu coração realmente quer? Você o escuta? Chega a senti-lo bater no peito? Aperte os braços, procure as artérias, sinta a sua pulsação. Está sentindo? Então, você ainda não está morta. Ainda existe este fio de vida te fazendo doer e sangrar. Assim como todos, assim como todos. Ouça: Você é assim como todos. Não é a racionalidade que nos torna humanos. A civilidade não nos conecta. É o sofrimento que nos liga aos outros. E a dor de amar nos faz reconhecer em nossos semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhe para a encruzilhada. Já se perguntou o que lhe foi perguntado? Já tentou ir a fundo no denso abismo que é o seu ser? Já percebeu como os seus sonhos talvez não queiram ser realizados? Já se perguntou como chegou aonde está? Já acordou sentindo o peso do universo incrustado na sua mais pura essência? Já sentiu como se toda a vida nunca fosse se transformar? Por acaso já chegou a responder a mais simples das perguntas?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-55293707034843021?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/55293707034843021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=55293707034843021&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/55293707034843021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/55293707034843021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/10/perpendicular.html' title='Perpendicular'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4797380089061492482</id><published>2008-09-24T08:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T08:09:16.573-07:00</updated><title type='text'>Leia-me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"...Quem diz muito que vai não vai e assim como não vai, não vem..."(Vinícius de Moraes). E você? Vai ou não? É mais fácil continuar, agora que começou... Sabe que para mim, é muito difícil pedir que não vá embora, sempre fui orgulhosa para tudo, até quando não precisava. Mas agora abro uma exceção: Peço que não vá, fique mais um pouco, nem precisa ser até o final, mas não vá agora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você fica eu fico sem saber. Nós não somos os mesmos. É possível estar em mais lugares ao mesmo tempo. E onde fomos parar? No que as coisas se tornaram, se tudo se modifica de uma hora para outra? Você nunca soube, nem eu sabia. Quem somos? Quem fomos? Pergunte isso às paredes mudas que de tudo são testemunhas. Da minha e da sua loucura. Se você lembra do meu medo ridículo ou da minha neurose já diagnosticada, mas não tratada, da minha distância sem medida, você também se lembra da minha voracidade, da minha ânsia em ser algo mais, em ser quem eu sempre quis ser. Sabe onde eu estive? Eu também não sei. E você? Como chegou onde ninguém mais ousou estar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não fosse um gesto, se não fosse o pensamento, se não fosse o disfarce, se não fosse a chance. Se não fosse um simples convite. Se não fosse a absurda estranheza familiar das coisas. Se fosse um universo paralelo onde todo o ocorrido, não ocorreu. Quem dirá? Não as paredes mudas. E eu não estava lá. Eu saí de mim, não sei bem em qual momento. Mas você me viu e me adivinhou.&lt;/div&gt;Já tinha pensado nisso, mas a decisão definitiva foi de última hora. A convicção sempre acontece na última hora... Não importa se ela te acompanha até os instantes finais. E eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"...Quem diz muito que vai, não vai. E assim como não vai não vem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4797380089061492482?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4797380089061492482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4797380089061492482&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4797380089061492482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4797380089061492482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/09/leia-me.html' title='Leia-me'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8577946867263432676</id><published>2008-08-24T10:47:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T18:48:42.485-07:00</updated><title type='text'>Sua voz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E o que mais é preciso, se às vezes uma palavra já é demais? Eu não perderia meu tempo tentando explicar os meus mais preciosos segredos se isso implicasse em deixá-los para trás. Algumas coisas nunca poderão ser substituídas. E se é um pedaço de mim que eu deixo com você, não importa, nem me dói. No fundo tudo isso já é seu. Escuro demais, forte demais. Mesmo em sua expressão de quase dor eu vejo uma alegria. Uma felicidade triste, de sonhar, de estar vivo, de fechar os olhos e desejar morrer, morrer para o mundo, quando nada mais existirá além de uma palavra: aquela que você me disse baixinho quando achei que nunca fosse ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8577946867263432676?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8577946867263432676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8577946867263432676&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8577946867263432676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8577946867263432676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/08/sua-voz.html' title='Sua voz'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7919489154228390782</id><published>2008-08-13T11:09:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T07:37:47.958-07:00</updated><title type='text'>Da grandeza das pequenas coisas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SKLxnwJdt9I/AAAAAAAAAGg/aA_NebS6pCw/s1600-h/van+gogh.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234011382199728082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SKLxnwJdt9I/AAAAAAAAAGg/aA_NebS6pCw/s200/van+gogh.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A falta de medo me domina algumas vezes. E a calma se constrói serenamente, sem nenhum sinal de alerta. Não sei qual força me puxa para perto. E cada vez mais perto. A noite sombria toma forma de alvorada. Não sei qual força faz com que eu exista agora e aqui. Eu sei que nunca me lembrarei de todas as suas palavras, nem quanto tempo estivemos ali, mas tudo que eu não lembro já está em mim. Sei do silêncio, sei dos pequenos focos de luz, sei de um ou outro despertar sonolento. Mas sei acima de tudo, da força de sua fala. Não foram suas palavras, mas sim tudo evocado por elas. Nenhum grito ou berro, falaria mais alto do que aquele sussurro ao pé do ouvido. E aquelas lágrimas atingiram em cheio o meu coração como nenhum punhal ou lança poderiam ter feito. É assim que a gente descobre que tem coração? Foi aquela intensidade, a sua intensidade me fazendo desmanchar ali mesmo. E a minha redenção anunciando que depois de todas aquelas palavras, nada seria o mesmo. E não acreditei na minha sorte. Foi o meu íntimo questionando o meu destino surreal: Como pode existir algo tão grande, em um universo tão pequeno?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7919489154228390782?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7919489154228390782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7919489154228390782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7919489154228390782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7919489154228390782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/07/da-grandeza-das-pequenas-coisas.html' title='Da grandeza das pequenas coisas...'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SKLxnwJdt9I/AAAAAAAAAGg/aA_NebS6pCw/s72-c/van+gogh.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7919802421926722537</id><published>2008-06-21T12:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T15:19:34.177-07:00</updated><title type='text'>Blog Fechado Por Tempo Indeterminado.</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7919802421926722537?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7919802421926722537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7919802421926722537&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7919802421926722537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7919802421926722537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/06/blog-fechado-por-tempo-indeterminado.html' title='Blog Fechado Por Tempo Indeterminado.'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8872841245688117957</id><published>2008-05-27T19:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T19:51:20.602-07:00</updated><title type='text'>Tendência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria saber onde vai parar a razão, ou onde se esconde a vontade tão incontrolável de ser algo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existe esse ponto alto e logo em seguida uma cadência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque algo sempre pesa mais de um lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As coisas estão sempre tendendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algo em equilíbrio não faz esse tipo de diferença, porque não pesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todas as coisas que eu vi, eu não descrevo sequer alguma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na vida é preciso fazer escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu nunca soube falar de coisas bonitas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8872841245688117957?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8872841245688117957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8872841245688117957&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8872841245688117957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8872841245688117957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/05/tendncia.html' title='Tendência'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4766036157112719952</id><published>2008-05-10T19:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T09:53:50.418-07:00</updated><title type='text'>Desencanto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era manhã de feriado. Ao caminhar pela rua, ouvi uma bola &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;quicando&lt;/span&gt; em algum lugar perto dali e o rangido das correntes de um balanço com uma criança a brincar, ou talvez fosse só o vento provocando o barulho. Hoje não estou reflexiva. Perdi a capacidade de enxergar os mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sutis&lt;/span&gt; detalhes. Hoje só quero caminhar. Quando a gente perde a perspicácia e o dom de fazer as coisas bonitas? A rua é só uma rua, a árvore é só uma árvore, o vento é só o vento. E quando eu me tornei só uma pessoa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuo andando no mesmo ritmo, e meus passos servem como marcadores do tempo. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mesmice&lt;/span&gt; me irrita. Corro alguns metros para quebrá-la, mas logo me canso. Volto à mesma pulsação que marca o compasso da minha vida. Fecho os olhos para quem sabe me surpreender no caminho. Tropeço no buraco. Foi má &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;idéia&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As conversas saem dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cômodos&lt;/span&gt; das casas com as portas abertas. O que elas pensam que acontece aqui fora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém me segue. Apresso meus passos, não olho para trás. Tropeço no buraco. Ao cair, vejo que não havia ninguém atrás de mim. Levanto devagar, volto a andar no mesmo ritmo de antes. Sigo o grande muro que não acaba. Só ouço os meus passos na rua e o rangido das correntes de um balanço com uma criança a brincar. Procuro da onde vem o som e encontro o balanço, mas sem a criança. Era só o vento provocando o barulho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4766036157112719952?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4766036157112719952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4766036157112719952&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4766036157112719952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4766036157112719952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/desencanto.html' title='Desencanto'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-739556831166553852</id><published>2008-05-03T18:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T20:36:42.667-07:00</updated><title type='text'>Lado a lado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SBptBq-obBI/AAAAAAAAAGI/kdAAIyn9eHo/s1600-h/1287344.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195584995609570322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="187" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SBptBq-obBI/AAAAAAAAAGI/kdAAIyn9eHo/s200/1287344.jpg" width="191" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu olhei, mas não me viu. Eu não saberia o que dizer mesmo... É estranha essa preocupação repentina com tudo. Nunca liguei para nada. Nunca abraçei ninguém assim, tranquila, forte, enquanto sentia o cheiro do seu cabelo. E era exatamente como eu lembrava. Evitei olhar novamente, porque senti uma lágrima prestes a cair. Nunca havia sequer abraçado alguém por iniciativa própria. Senti-me tão vulnerável e ao mesmo tempo tão reconfortada. Eu pedi certa proximidade e não rejeitaram meu pedido, não me afastaram como eu pensei que fariam.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não sou tão forte como penso que sou. Até os corações de pedra precisam de alguém de vez em quando ou até mesmo de outro coração de pedra para dividir sua falta de sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas esse tipo de receptividade me deixa cada vez mais sensibilizada. Eu não queria perder a pose assim. Não queria perder a minha indiferença, minha frieza, mas as atitudes me afetam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É engraçada a vontade que eu tenho de ficar sempre "mais cinco minutinhos".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-739556831166553852?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/739556831166553852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=739556831166553852&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/739556831166553852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/739556831166553852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/05/lado-lado.html' title='Lado a lado'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SBptBq-obBI/AAAAAAAAAGI/kdAAIyn9eHo/s72-c/1287344.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6040442570512270472</id><published>2008-04-25T01:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T22:00:47.271-07:00</updated><title type='text'>Requiem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estive travando uma grande luta contra os astros da primeira e da segunda órbita para que não saíssem de lá. Ontem eu tentei copiar o que nunca vi. Certa vez disse que nunca renunciaria aos meus princípios, no entanto... Quis fugir para galáxias distantes onde nada me alcançasse, mas quem não alcançou fui eu. Comecei a subir escadas, mas elas me cansaram, melhor ficar no terreno plano, ou descer ao subsolo que não exige muito esforço. Já conheci o inferno e não é ruim, ao contrário do caos que por aqui reina. Ontem eu disse ao meu amor que não o amava, embora não o odiasse, mas depois precisei desdizer, e me dei conta de que não há como desdizer algo. Por isso, pedi perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia mamãe me expulsou de casa, e disse que eu não era mais a filha que ela criou. Assim, eu acreditei ter me tornado outra pessoa, mas sei que tornados raramente acontecem por aqui, então soube: Algumas pessoas simplesmente não se encaixam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem pedi perdão por ser como sou, eu não pretendia. Eu corrompi a todos depois de me estragarem por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fazer o jantar lembrei que nunca aprendi a cozinhar, por um momento pensei que nunca comeria de novo. A fome foi tão grande que eu matei uma pessoa para ter a sua carne, mas depois das primeiras mordidas, percebi como o gosto era ruim, então a deixei. Por esse fato, virei assassina. Sabe, se eu tivesse matado por um motivo nobre como alimentação aí não teria problema. Pedi perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sozinha eu sentia medo, e não suportei. Obriguei alguém a me amar e tentei ser persuasiva, mas por algum motivo tudo ficou infeliz. Entendi que não se pode obrigar alguém a amar, só se pode obrigar outras coisas. Pelo menos sabia deixá-los partir. E pedi perdão. Mas antes me perdoei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre soube que eu não era daqui, aqui não era o meu lugar. Então fui à minha origem. Não era da terra, era do mar. Por fim atirei-me nele. Mas não foi o fim. Me tiraram de lá, levaram-me em uma caixa e a trancaram, enterram-me em um buraco. Queriam me obrigar a ser da terra, como sempre quiseram me obrigar a ser outras coisas. Mas não havia nada que eu pudesse fazer naquele instante, não tinha reações. Com o tempo, assisti meu corpo a se decompor, e enquanto ele apodrecia, finalmente meu exterior fez jus ao meu caráter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6040442570512270472?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6040442570512270472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6040442570512270472&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6040442570512270472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6040442570512270472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/04/requiem.html' title='Requiem'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5232398433192872577</id><published>2008-04-17T13:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T09:22:21.145-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de mídia e sociologia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não consigo defender o que me pedem. Se você me perguntar o que eu pretendo quando permaneço na atual situação, juro não saber a resposta. Como diria aquela música que gosto: "nós parecemos os mesmos, nós falamos igual, até fodemos igual". E como escapar disso? Não, essa não é a pergunta correta a se fazer. A correta seria: Há como escapar disso? Sinceramente, eu não sei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ter sempre alguém dizendo que não, que pelo menos &lt;em&gt;ele &lt;/em&gt;não se deixa levar pelos gostos da maioria, eu tenho minhas dúvidas. Às vezes eu fico assustada com o que move as massas. Afirmo com certo orgulho, nunca ter ouvido novos "hits", como "Piriguete" e "Créu", mas não significa que não posso ser massificada em outros aspectos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo se mostra como uma grande empresa, onde cada setor tem suas novidades e todos comentam sobre os outros. Não sei se sempre foi assim ou se aquilo "que eu preciso defender", tem grande parcela de culpa nisso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vez ou outra os jornais escolhem um dado acontecimento para transformar em grande atração ou espetáculo midiático. Dessa vez foi a morte de Isabela. A notícia de repente vira uma saga, onde todos começam a falar e a discutir, tentando desvendar o crime, como se fizessem parte de um filme policial ou de supense. Esses dias minha irmã perguntou: Quem você acha que é o culpado? Ao que eu respondi: É o mordomo! Foi sem graça, eu sei, mas depois eu me dei conta de que essa piada mostra meu posicionamento diante disso. Como todos estão falando por aí, essa história daria um enredo perfeito para algum livro de Agatha Christie. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É esse o assunto do almoço, do ônibus, da sala de aula, até da roda de amigos e é claro, meu, que mesmo na tentativa de mostrar como essa insistência é patética, estou aqui, batendo na mesma tecla que já está quase quebrando de tanto que a apertaram nas últimas semanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou então tem aquela música de todos os dias, porque está nas paradas de sucesso, mas é insuportável (juro que não me refiro a "Semente do Armandinho"), as novas tendências, nas roupas, na alimentação, nas distrações, no entretenimento, no estilo de vida. Até mesmo querer ser do contra virou tendência. Ou será que os auto-intitulados indies, punks, grunges, undergrounds e afins acham mesmo que estão nadando contra a corrente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo se alguém não liga pra nada disso, acaba sendo rotulado de alguma forma. A solução é não ligar pra nada mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a cada dia eu me pergunto como coisas tão banais e planejadas conseguem afetar tanta gente? E como eles não se dão conta de que em meio a tantas variedades de estilo, eles falam das mesmas coisas, fazem as mesmas coisas, pensam sobre as mesmas coisas... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lamento, mas nunca vou conseguir defender o que me pedem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5232398433192872577?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5232398433192872577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5232398433192872577&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5232398433192872577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5232398433192872577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/04/um-pouco-de-mdia-e-sociologia.html' title='Um pouco de mídia e sociologia'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1216596742631366351</id><published>2008-04-12T22:57:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T19:01:03.442-07:00</updated><title type='text'>vontade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SAFoVBuuinI/AAAAAAAAAGA/BkTBPeXAghA/s1600-h/1723790.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188542956158487154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SAFoVBuuinI/AAAAAAAAAGA/BkTBPeXAghA/s200/1723790.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu só não queria me vigiar o tempo todo, nem ficar amargurada. Eu só não queria ter que me despedir de novo, nem guardar tanta angústia. Eu só não queria precisar fugir e refugiar-me em pensamento. Eu só queria ter o que eles têm. Eu só queria não ser tão patética. O que eu queria, é o que todo mundo quer. Eu só queria ter o que eu quero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1216596742631366351?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1216596742631366351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1216596742631366351&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1216596742631366351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1216596742631366351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/04/da-vontade.html' title='vontade'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/SAFoVBuuinI/AAAAAAAAAGA/BkTBPeXAghA/s72-c/1723790.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2328722212395983455</id><published>2008-04-05T00:39:00.000-07:00</published><updated>2008-04-04T20:39:07.665-07:00</updated><title type='text'>Doce Psicopata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele não sabia que a encontraria morta no dia seguinte. Nunca sabem. Mas logo ele?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele que já fizera essa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;surpresa&lt;/span&gt; a outrem? Ele que estava tão acostumado com a beleza dramática de uma morte bem executada. Ele que dava a todas as suas vítimas fins desse gênero. Que tipo de amador atira e sai correndo, sem ver o sangue escorrer, sem compartilhar do sofrimento e da dor? Isso não basta, era o que ele sempre dizia. E nunca bastava. Assim, tornou-se um perito na arte da tragédia. Para ele, cada um merecia uma forma especial de morrer, pois quando criança, lhe diziam que cada pessoa é especial. Porém, a tragédia sempre terminava do mesmo jeito, porque isso era senso de justiça: uma cova (porque é irresponsabilidade deixar o trabalho pela metade), palavras de homenagem (o sinal de respeito) e uma flor sobre o túmulo meticulosamente construído (para ele, toda mulher deveria ao menos uma vez, receber flores).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ninguém&lt;/span&gt; entenderia, disso ele tinha certeza, mas sabia que no seu íntimo, a paixão, o carinho e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;afeto&lt;/span&gt; afloravam de uma forma diferente. E ele amava suas vítimas. Cada uma delas, de forma tão intensa a ponto de achar que ia morrer, mas quem morria eram elas. Ninguém compreenderia, que o seu trabalho, era quase como um caso amoroso... Mas ao contrário. Ninguém poderia entender que da mesma forma como um amante quer proporcionar a maior quantidade de prazer à pessoa amada, o psicopata quer proporcionar a maior quantidade de sofrimento. Tinha que ser assim. Que forma de amar é mais pura do que aceitar ser odiado? Ele precisava encarar o olhar de piedade, ver a pele cortar, assistir o vermelho brilhante do sangue aparecer, ouvir os gritos de socorro, os gritos de dor, os gritos de sofrimento, os gritos de horror, os gritos pavor, os gritos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;implorando&lt;/span&gt; que acabasse com aquilo de uma vez, até cessarem os gritos e reinar silêncio, para que só então pudesse deitar e dormir ao lado daquela por quem sentia algo diferente, a quem nunca faria mal, por mais que isso traduzisse o seu carinho. Por algum estranho motivo a queria ali, sorrindo. Aquela por quem cultivou uma forma diferente de gostar, aquela que ele encontrou morta, da forma mais cruel possível, ao chegar em casa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi quando ele sentiu a dor mais cortante que já experimentara, o desespero mais agudo que já &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vivenciara&lt;/span&gt; e a tristeza mais sombria que já o atingiu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele não pôde suportar que alguém pudesse amá-la como ele nunca amou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2328722212395983455?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2328722212395983455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2328722212395983455&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2328722212395983455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2328722212395983455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/04/doce-psicopata.html' title='Doce Psicopata'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4620655955467965389</id><published>2008-03-28T01:01:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T21:06:31.777-07:00</updated><title type='text'>Vic</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É assim que eu me lembro da sua inquietude de espírito. Tão presa, tão atormentada. Você sabe, Vic. Era você exatamente quem eu esperava. Teria a intuição tão correta a ponto de saber como tudo terminará? Ou é apenas o seu medo do resultado incerto? Ou mais: o seu medo de lutar. Por que esse medo, Vic? Receia não ser mais forte do que os outros e não ter aquela firmeza de quem sabe o que está fazendo e o que irá torná-lo feliz. Você sabe, mas não tem certeza. Você quer, mas tem medo. Você pode, mas arriscando-se. Você sonha, mas escondido. Assim vira uma mancha, um simples borrão no qual ninguém pode enxergar alguma coisa. Você deixa de existir, Vic. Você é uma sombra, é espelho, é gota d'água. Você não caminha, e sim, deixa que a levem onde querem, não vive e se ilude com o caráter misterioso da existência. Você pensa, Vic. Mas quem vai socorrer quando soa teu grito? Quem vai escutar a tua agonia tão silenciosa? Quem vai acolher teu corpo rendido?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria você viva, mas longe de mim. Queria te mandar embora, mas não consigo. Agora que já me encontrou, não me abandone. Não me deixe só, com a tortura de seus pensamentos, não ignore a dor que existe em mim, ela é a sua. Não me esqueça como tantas vezes eu tentei te esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4620655955467965389?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4620655955467965389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4620655955467965389&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4620655955467965389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4620655955467965389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/vic.html' title='Vic'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6301006040575700299</id><published>2008-03-19T00:45:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T19:29:01.562-07:00</updated><title type='text'>Insequência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não lembro como começou, ou se estou começando agora. Tenho a estranha sensação de estar esquecendo alguma coisa, ou de estar no lugar certo, se é que ele existe. Penso na impossibilidade. Nada é o bastante. Contarei a vocês minha história:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem eu vi um cachorro quando estava indo pegar o ônibus para o trabalho. Vi o velhinho da esquina e dei oi, ele respondeu. Logo quando me voltei para o cachorro ele tinha sido atropelado. Fiquei sentida, mas o que eu podia fazer a esta altura? Acenei para o motorista, o ônibus parou, paguei a passagem esperando três reais de troco, mas o cobrador devolveu dois e quem teve que cobrar fui eu. Esperei que ele corrigisse o engano, antes de passar pela catraca. Subitamente senti um grande impacto e fui jogada para a parte da frente do ônibus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Contarei a vocês minha história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu ia para o trabalho, quando vi um cachorro na rua. Tirei-o de lá antes que se machucasse. O velhinho da esquina veio para me ajudar, mas tropeçou no meio fio e bateu a cabeça. Chamei logo a ambulância e ele foi levado. Fui como acompanhante a caminho do hospital, enquanto ligava para o trabalho explicando meu atraso. O velhinho levou alguns pontos, mas ficou bem. Disse-me que seu nome era Jair. Então eu pude ir embora sabendo que ele não corria nenhum risco, mas na saída do hospital fui assaltada, levaram minha carteira e documentos. Um homem tentou me ajudar a recuperá-los, mas isso fez com que os ladrões atirassem, tiro este que me acertou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contarei a vocês minha história:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí cedo para o trabalho, mais do que de costume. Aliás, muito mais. E ao encontrar um cachorro quase sendo atropelado no meio da rua, pude ter tempo de levá-lo para casa. Então voltei para pegar o ônibus. Cumprimentei Jair, o velhinho da esquina, ele cumprimentou de volta. Acenei para o motorista. Subi, paguei com dinheiro contado e fui sentar-me no fundo do ônibus. De repente, sem saber porque, gritei: "Cuidado!" e isso fez com que o motorista pisasse bruscamente no freio e virasse o volante. O carro que atravessou no sinal vermelho saiu ileso. Já o ônibus bateu em um poste, derrubando-o. Ninguém se feriu gravemente, mas eu logo desci e avistei dois homens armados em frente à porta do hospital, senti uma dor no peito e caí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contarei a vocês minha história: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí de casa correndo peguei o cachorro e corri para entregá-lo a Jair. Ele me agradeceu pelo presente de aniversário. Peguei o ônibus, paguei, e em seguida pedi que parasse, exatamente antes de um semáforo em que um carro em alta velocidade ultrapassou o sinal. Duas viaturas da polícia estavam ali. Um guarda saiu com a dele atrás do infrator de trânsito, e ao outro eu pedi que me acompanhasse até o hospital porque não estava me sentindo bem. Dois homens recuaram quando eu entrei. Fiz alguns exames e o médico desconfiou que eu tinha problemas cardíacos. Deu-me alguns remédios para tomar e fez recomendações. Eu agradeci e corri para o trabalho porque estava atrasada. Lá eu trabalhei nomalmente até ouvir o alarme de incêndio. O fogo havia tomado o primeiro andar e se espalhou rápido. Não pude sair.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contarei a vocês minha história:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei tarde e já atrasada. Saí correndo e no caminho vi uma ambulância. O velhinho da esquina estava nela, e próximo dali, um cachorro havia sido atropelado. Não perguntei nada, não tinha tempo, mas me senti mal. Logo quando estava chegando ao ponto de ônibus, o motorista não me viu e eu o perdi. Chamei um táxi porque não aguentaria esperar. No caminho, havia um terrível acidente no qual aquele ônibus que eu iria tomar, estava envolvido. Logo na frente do hospital um homem havia sido baleado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao virar a rua do prédio onde trabalho, vi muita fumaça. Ele estava em chamas. Uma das mulheres que estava calçada, caiu com a mão no peito, gritando que o filho dela estava lá dentro e logo foi atendida pela ambulância que já estava ali. Caminhei, pensando em quantas tragédias me cercaram naquele dia. Parei em uma ponte e admirei o rio lá embaixo. Eu estava sem um arranhão. Subi no parapeito. "Se eu puder voar, aí quem sabe poderei ser um herói". Saltei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6301006040575700299?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6301006040575700299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6301006040575700299&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6301006040575700299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6301006040575700299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/insequncia.html' title='Insequência'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-217435055717061290</id><published>2008-03-17T23:45:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T19:50:07.773-07:00</updated><title type='text'>Selo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bom, a sequência de textos terminou e pelo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;insucesso&lt;/span&gt; a que ela me levou, eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;digo que irá demorar para fazer outra, se fizer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;De qualquer forma, o anúncio é que o&lt;/span&gt; Chave-fechadura ganhou o selo "Este blog não me sai da cabeça", do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Lexotan&lt;/span&gt;. É legal ter leitores que visitam o blog com frequência e tal. Gostei de receber o selo, valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178905421520466562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R98rCrcScoI/AAAAAAAAAF4/VWDt86o_5xw/s200/este%252Bblog%252Bnaum%252Bsai%252Bda%252Bcabe%25C3%25A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Repassarei então para Rasurados e Estranho Mundo de Jack.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-217435055717061290?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/217435055717061290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=217435055717061290&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/217435055717061290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/217435055717061290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/selo.html' title='Selo'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R98rCrcScoI/AAAAAAAAAF4/VWDt86o_5xw/s72-c/este%252Bblog%252Bnaum%252Bsai%252Bda%252Bcabe%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8576804599502014926</id><published>2008-03-15T01:11:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T19:26:21.380-07:00</updated><title type='text'>A existência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa figura me atormenta, está sempre ali e tenho visto com mais frequência. Poucas vezes sinto medo, não penso que ela possa fazer algo contra mim, talvez porque eu já não sou eu. É inconsolável essa angústia. Eu me perdi, não só me perdi, como perdi a mim, entendes o que quero dizer? É isso, a coisa da qual mais tenho medo. De estar em um corpo não familiar, em um lugar que me é estranho, com pessoas não conhecidas, sem nada em que possa me apoiar, assim, sem chão mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vês? Estou agonizando aqui dentro! Não existe herói particular, nessas circunstâncias devemos ser os nossos heróis, mas minha incompetência impede que eu me salve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tu não entendes, caro amigo, como é, porque eu não sei explicar e a tua dor eu nunca senti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não te conheço, tu não me conheces, é esse meu maior presente. Se não tenho passado, poderei ao menos começar agora. Não lembro de muita coisa, mas o que lembrar, guardarei como uma preciosidade. Dá-me teu apoio, sejas minha muleta, caro amigo, estranho querido, pois aleijei-me e não posso mais caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim fui condenada, a caminhar tão só e acorrentada, assim como tu também fostes. E é em nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trajetória&lt;/span&gt; que eu mostro como eu também te sirvo, como eu te guio, mesmo estando na mais profunda incapacidade. Eu entendi quando minha hora chegou. E eu fui por vontade própria. Sabia da dor, do sofrimento, da tristeza, do fim, mas o importante é que isso fazia sentido agora. Eu nunca iria entender posteriormente como era importante essa decisão, por que aconteceu e quem decidiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim das contas não existe o próprio fim, e consequentemente, nem fim das contas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperei a dor voltar, ela iria ser o meu sinal e eu estaria pronta para ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não penses que já foi. Só está impedido o que tu queres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Demorei um pouco para perceber a Existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8576804599502014926?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8576804599502014926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8576804599502014926&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8576804599502014926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8576804599502014926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/existncia.html' title='A existência'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4534996455516410301</id><published>2008-03-12T23:50:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T19:50:05.823-07:00</updated><title type='text'>O veredicto</title><content type='html'>Quando encontrei alguém logo corri dizendo, implorando para que voltasse, porque eu não estava satisfeita, só agora eu entendia as coisas.&lt;br /&gt;_Eu não fui tudo o que pude, preciso de uma segunda chance se for possível - pedi com um pouco de timidez depois de ter me humilhado implorando.&lt;br /&gt;_Você tem certeza? Tem certeza de que não foi tudo o que podia? - disse o desconhecido.&lt;br /&gt;_Tenho - eu disse, agora sem muita convicção.&lt;br /&gt;_Pois se você pudesse voltar, teria aproveitado as chances que teve? Arriscado tudo pelos sonhos? Feito o que não teve coragem?&lt;br /&gt;Pensei, por um segundo, se dizer sim pudesse me levar de volta, eu diria:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;_Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_Pois é o que todos dizem. Olhe pra você agora! Não tem mais nada do que tinha se acostumado, está confusa, está desamparada, sem a única coisa que nunca pôde perder, não importasse o sofrimento. E de que vale dizer que na segunda chance acertará as coisas? Agora que a chance passou e você a perdeu? Explico o porquê: Todas as decisões que tomou tinham uma razão. Se você não arriscou uma chance por algum motivo, é porque não achou que valesse a pena. Agora, é fácil dizer que se pudesse fazer de novo, arriscaria, porque não tem mais nada a perder. De que vale o risco se você deixa de arriscar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, eu compreendi, se eu pudesse recuperar a vida, não faria diferente. O medo de perder seria maior, só digo que tenho coragem porque agora eu já perdi. O estranho virou-se e desapareceu tão de repente como veio. Tudo pode desaparecer em um segundo, mas só quando se perde é possível entender a bobagem das preciosidades efêmeras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4534996455516410301?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4534996455516410301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4534996455516410301&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4534996455516410301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4534996455516410301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/01/o-veredicto.html' title='O veredicto'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1385008998587907751</id><published>2008-03-11T00:00:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T18:08:46.729-07:00</updated><title type='text'>O julgamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9IBbrcScnI/AAAAAAAAAFw/sDWRjb_PABw/s1600-h/O_vazio_de_mim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175200496831591026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9IBbrcScnI/AAAAAAAAAFw/sDWRjb_PABw/s200/O_vazio_de_mim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; E enquanto caminhava entre as lápides, pensei no que realmente sentia, porque agora, não adiantaria nada mentir para mim mesma. É bom ter essa sensação de conseguir ser sincera. Mesmo quando eu quis o mal, e desejei mal. Isso é condenável? Eu não escondi meu ódio. O importante é tê-lo vencido. Venci? Mais repulsivo não é a raiva, nem o sentimento destrutivo, mas a indiferença com que tratei aquele amigo que veio chorar sua dor, o necessitado que simplesmente ignorei, a escolha foi minha. Eu escolhi deixá-lo. Sem amor, ele nunca foi meu parente. E para com meus parentes, nunca tive amor. Quem enxerga meus semelhantes, quem colhe os frutos do plantio, quem planta? Quem chega somente na hora da colheita? Lembro da vez em que tirei proveito do outro, não me orgulho disso.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se eu tentar me isentar das coisas, serei igualmente responsável por elas. Não adianta querer fugir, nem fingir. De nada valem as aparências quando a verdade corrói por dentro. O que é de fato sincero, determina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei a pensar que ninguém iria vir para o meu julgamento. Não temia porque não achava motivos para isso. Minhas atitudes podiam não ter sido nobres, mas não havia feito o mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. Meu hábito de mentir... Já ofendi, esnobei, roubei, falsifiquei, feri, machuquei. Sim, eu havia feito o mal. Se me arrependesse de coração, com certeza iria ser perdoada. Como faria isso, de arrepender-me, eu não sabia. Era preciso implorar de joelhos e dizer que sentia muito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha infantilidade ainda não tinha ido embora, acho que não ficamos sábios ao morrer, afinal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim das contas algumas coisas simplesmente não valem a pena. Fazer o quê? Sentar e chorar? Gritar por ajuda? Pedir perdão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo se fosse por minha imbecilidade, não adiantaria. No fim das contas, ninguém estava lá para me julgar. Ninguém me acusou, nem condenou. Eu fui o réu, fui advogada, fui promotora, testemunha e juíza. Quem julgou fui eu. E ninguém poderia ter feito me sentir mais mesquinha e egocêntrica, do que eu mesma fiz.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1385008998587907751?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1385008998587907751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1385008998587907751&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1385008998587907751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1385008998587907751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/o-julgamento.html' title='O julgamento'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9IBbrcScnI/AAAAAAAAAFw/sDWRjb_PABw/s72-c/O_vazio_de_mim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2458897006634974275</id><published>2008-03-07T00:23:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T19:24:36.844-08:00</updated><title type='text'>A morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9C0zD2yM0I/AAAAAAAAAFo/m958-2HEVcc/s1600-h/fim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174834761150116674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9C0zD2yM0I/AAAAAAAAAFo/m958-2HEVcc/s200/fim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Aqui jaz. É só disso que me lembro. Não sei como foi, quando, nem por que. A raiva, a impaciência e o nervosismo ainda me acompanham. E o medo, nem ao menos sei o que temo. Não sei o que deveria temer nas atuais circunstâncias. Deus ou o Diabo? Depois de todas as bobagens ditas eu não sei mais no que acreditar. Disseram que se eu não seguisse Deus, eu iria para o inferno, mas tento recordar minhas atitudes. Como saber se eu realmente segui Deus? Não fiz exatamente as coisas que o padre dizia, mas quem o nomeou dono da verdade? Estarei dizendo blasfêmias? Mas, céus, ele é uma pessoa assim como eu, estarei assim tão errada? Nada disso importa agora. Não sei onde estou. E ter medo é imbecilidade minha. Chega de agir como uma criança que necessita sempre de um adulto para ditar o certo e o errado, e punir quando erra. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que faz de mim um boa pessoa? Do que eu tenho orgulho? Do que eu tenho vergonha? Minha nossa, nunca tenho tempo para tentar responder essas questões... Por que eu sempre tive medo de me perguntar, de me conhecer, de me descobrir? Como as pessoas podem ter medo de si mesmas? Por que acham que a ignorância é a melhor saída? Como fui patética, como fui ingênua. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é possível só agora eu me sentir alguém? Eu mesma! Por que não antes? Não fui sincera antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Angustiada e inquieta eu caminho entre as lápides enquanto penso os meus segredos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2458897006634974275?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2458897006634974275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2458897006634974275&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2458897006634974275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2458897006634974275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/01/morte.html' title='A morte'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R9C0zD2yM0I/AAAAAAAAAFo/m958-2HEVcc/s72-c/fim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1061052615716101774</id><published>2008-03-05T12:22:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T18:39:37.597-08:00</updated><title type='text'>A epifania</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A dor veio de novo. Se a dor fosse proporcional à intensidade da minha vida eu poderia dizer que me sentia mais viva do que nunca. Aquela agulha lancinante no peito. Ai, a dor. Nunca pensei que certas coisas me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;afetassem&lt;/span&gt; tanto. "Eu não sou de ferro, eu não sou indestrutível, eu não estou imune" repetia para mim mesma, enquanto andava curvada com a mão no peito, sofrendo uma pressão que nunca sentira. Por um momento pensei ser vítima de um ataque cardíaco, o que me apavorou ainda mais. Mas não. Era dor da perda, a dor da vida. Eu tive um colapso. Assustei-me porque pela primeira vez, não conseguia de forma alguma controlar meu corpo, ele tremia. Foi assim a minha primeira dor? Foi, fui eu quem ficou fraca demais para aguentá-la. Subitamente lembrei de coisas banais do passado. Nada tinha ligação até esse momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De tanto esperar o inesperado, nada poderia me surpreender. Chega o momento mais intenso e ele passa assim, sem deixar marcas que eu possa um dia mostrar para alguém. De tanto querer. De tanto sonhar escondido e desejar em segredo. Chegou a minha "hora da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Clarice&lt;/span&gt;", "hora da estrela". Não foi o que eu esperava, aliás eu não esperava, e talvez por isso tenha sido tão diferente, eu não tive tempo de idealizar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu soube que durante a vida inteira eu fora abençoada com a incerteza e a dúvida. O que eu via como meus tormentos eram os meus bens mais valiosos. Foi assim. Não mudei, continuei a mesma depois do choque. As coisas podem não ser o que esperamos.&lt;br /&gt;Nunca entendi o que eles queriam, e sempre tive medo de decepcionar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É isso sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;epifania&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei. É decepcionante, mas eu não ligo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1061052615716101774?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1061052615716101774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1061052615716101774&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1061052615716101774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1061052615716101774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/epifania.html' title='A epifania'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-586892404255797231</id><published>2008-03-01T20:50:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T15:50:51.343-08:00</updated><title type='text'>O adormecer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Onde eu perdi o propósito? Onde eu deixei minhas razões? Por onde esteve meu corpo? E mais importante ainda: Minha mente? Chega, acorda disso, existem coisas a fazer, por fazer. Não há tempo para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bobagens&lt;/span&gt;. Ninguém te dá tempo pra pensar em paz, porque é perigoso. Onde eu perdi meus princípios? Para onde levaram a minha e a sua vida?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A certa altura a gente sente que está para morrer. Algumas vezes é um choque saber que não há muito tempo, mas para mim, não foi. Como um defunto pode ter medo da morte? Eu já sabia, não adiantava tentar mudar, tudo foi banal demais para os outros que nunca conseguiriam entender as alegrias tão medíocres de sentir. As pessoas querem glória, querem fama, querem o mundo. Querem demais. Eu pude sentir o mundo, raras vezes é verdade, mas eu consegui e ninguém jamais saberá. Morrerei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;anonimamente&lt;/span&gt;, assim como tantos outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebe como sou? O segredo sempre foi não se deixar abater, mas sou humana. Já fui. E assim morrerei, fria e insensível, ninguém nunca entendeu, eu nunca deixei. Não culpo ninguém, culpo eu. Tudo interrompido, nem cheguei a ser. Não me venha com pena ou compaixão, já adormeci, não ouço mais, tudo não passa de uma espera. Quando morri e não me avisaram?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-586892404255797231?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/586892404255797231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=586892404255797231&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/586892404255797231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/586892404255797231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/03/o-adormecer.html' title='O adormecer'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3035438418698802302</id><published>2008-02-24T23:08:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T06:22:46.134-08:00</updated><title type='text'>A ação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R8Ig8ZEVbUI/AAAAAAAAAFI/xb9WegdPPgQ/s1600-h/suicide.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170731544068058434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R8Ig8ZEVbUI/AAAAAAAAAFI/xb9WegdPPgQ/s200/suicide.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chega um ponto em que vem o cansaço, das mesmas coisas que rondam todos os lugares e não têm valor algum. Seria, quem sabe, o meu sonho, destruir tudo o que existe de imprestável por aí?&lt;br /&gt;Mas e se, nada for reaproveitável? Que tipo de expectativa eu posso ter em circunstâncias tão estúpidas? A solução é se conformar, é renunciar ao que você nunca achou, no mínimo, aceitável.&lt;br /&gt;Destruíram seu sonho, e o que você fez a respeito? Abaixou a cabeça e compreendeu algo no que nunca encontrou sentido. "Estou mais madura agora, e participar da vida implica desistir de algumas coisas." Veja como amadureceu! Veja como cresceu!&lt;br /&gt;O tempo passa e a vontade de transformar o mundo também. Não é tão fácil assim, entende. Nem ao menos provável. O poder da força de vontade não é tão poderoso assim. Chega das ingenuidades, dos discursos que já me dão nojo de ouvir. "Não desista de seus sonhos; nunca deixe de lutar; não desanime perante os obstáculos."&lt;br /&gt;É fácil falar quando tudo já foi superado. É fácil zombar do sofrimento alheio, e também é fácil ridicularizar as crenças, embora seja golpe baixo...&lt;br /&gt;Eu sinto muito se destruo o ânimo ou o otimismo, mas alguém tem que cumprir esse dever. Olha só o que me tornei. Nem com o horror consigo me sensibilizar. E a única coisa de bom que me resta, a única ação que posso desempenhar agora, consiste em permanecer estática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3035438418698802302?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3035438418698802302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3035438418698802302&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3035438418698802302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3035438418698802302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/02/ao.html' title='A ação'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R8Ig8ZEVbUI/AAAAAAAAAFI/xb9WegdPPgQ/s72-c/suicide.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2073450948029806865</id><published>2008-02-22T11:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T06:42:17.870-08:00</updated><title type='text'>De perdas e desfeitas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que não fui bem sucedida, mas pretendia escrever uma sequência de textos, que se complementariam. Os três últimos eram capítulos dessa sequência. Ao mesmo tempo em que queria fazer deles uma só história, não queria conectá-los demais de modo que pudessem fazer sentido sozinhos. Mas isso não vem ao caso. O caso é que terei que interromper a sequência para publicar estas palavras, e no momento não sei ao certo quais serão elas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui, às vezes as coisas se confudem em imaginárias e reais. Talvez seja o caso, talvez não. Isso não importa. Queria dizer o seguinte: Perder. Dei-me conta de que sou ótima em perder e só estabeleço e permaneço em compromissos pelo simples motivo de não ter um bom motivo para deixá-los. Mas isso nem sempre basta e o tempo todo eu estou pronta para perder. É assim que descrevo clinicamente minha apatia: Um instinto de autopreservação. Ninguém pode me fazer sentir completa, e ninguém pode me fazer sentir vazia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Completa eu estou, vazia eu já sou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente vejo-me ensaiando discursos e procurando desculpas para fazer o que é preciso. De alguma forma eu estive com pena de abrir mão de tudo. Tudo tem seu lado bom, tudo tem seu lado ruim. Ou são os dois ou não é nada. Por que isso me custou tanto? Era meu último laço, minha única passagem, para algo desgastante demais, para algo que me deixava infeliz e que eu não queria deixar ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu deixei novamente, sabia que não resistiria por muito tempo. Nunca vou ter certeza das minhas escolhas. Mas essa sou eu. Ótima em perder. Nada faz parte de mim, nada me tira pedaços. Completa eu estou, vazia eu já sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2073450948029806865?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2073450948029806865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2073450948029806865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2073450948029806865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2073450948029806865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/02/de-perdas-e-desfeitas.html' title='De perdas e desfeitas'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-748878626890268850</id><published>2008-02-16T13:21:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T07:44:17.186-08:00</updated><title type='text'>O sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R7b8cE5kUTI/AAAAAAAAAFA/g_0L-Wo0pv4/s1600-h/em%20busca%20de%20um%20sonho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167595181735956786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R7b8cE5kUTI/AAAAAAAAAFA/g_0L-Wo0pv4/s200/em%2520busca%2520de%2520um%2520sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo o que nós temos é o presente, ele me dizia. Ou seja, parece que tudo escapa, mas na verdade, nada sai do lugar. Eu queria aquilo e aquilo, mas sem pressa. Queria dizer tudo o que se passa sem pudor algum, mas tenho medo do que uma hora eu possa vir a dizer. E se a gente nunca se controlasse, como poderíamos...? É tão fácil imaginar sensações fantásticas, mas é difícil fazer acontecer. É extremamente mais agradável viver de imaginação, mas a ditadura das coisas não perdoa os sonhos, muito menos os sonhadores. Então se não é possível levar a realidade repressora aos sonhos, então por que não tornar o sonho uma realidade? Como você não entendia isso antes?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veja bem, a criança, tem tanto pela frente. Olha só o seu caminho. Consegue enxergar a direção? Consegue enxergar o fim? Tudo o que temos é o presente, ele disse. Tudo é a mesma coisa e o que não é, nunca foi. Esqueça isso. Olha só o que você tem pela frente. Vai tranquila, porque temer não adianta. Filho querido, moleque bastardo. Para alguns você foi isso, e para outros aquilo, e o seu sonho qual é? Consegue enxergar o fim? Escuta criança, você irá fazer uma viagem cansativa, vai sem medo e tente não voltar antes da hora. Está vendo o caminho? Vá por onde quiser, você está pronto. Não precisa acreditar se não quiser, mas deve ir sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, a sua busca interminável é a única responsável pela movimentação da vida, e pela sua desmotivação. E busca pela liberdade. Liberdade de quê? Não entende que essa concessão é impossível? Não é liberdade dos outros que quer, é de tudo, inclusive de você mesma. E essa corrente, você sabe, nunca irá se quebrar. Esqueça isso. O que existe é agora, e o que não é nunca foi, portanto, desligue-se disso, esqueça disso. O seu sonho qual é?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-748878626890268850?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/748878626890268850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=748878626890268850&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/748878626890268850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/748878626890268850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/02/o-sonho.html' title='O sonho'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R7b8cE5kUTI/AAAAAAAAAFA/g_0L-Wo0pv4/s72-c/em%2520busca%2520de%2520um%2520sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6590093041399834320</id><published>2008-02-04T21:38:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T15:38:16.297-08:00</updated><title type='text'>O despertar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Das coisas a gente esquece. Tudo começa a ser envolvido em uma neblina densa até o desaparecimento. A única coisa de que consigo me lembrar por primeiro, é a linha. A linha sendo traçada, nas coisas, no papel. Eu desenhava. Antes disso, tudo é neblina. O que me lembro é isso: desenhava. Concentrada, como se um erro, pudesse acabar com o mundo. Olhava tudo de perto. Cada traço, cada intervalo de espaço. Assim de perto, as linhas não fazem o menor sentido, e é preciso afastar-se para ver formar a imagem. A mania de olhar demais para os detalhes e perder a noção do todo deve ter sido a causa da minha dificuldade em enxergar lógica nas coisas, que veio à tona mais tarde. Ver tudo muito de perto foi a minha cegueira. Por outro lado, a audição interferia nos outros sentidos. Era como adivinhar o que viria, mas nem sempre era o que eu adivinhava. Então eu soube que existia a surpresa, aquilo que a gente erra em prever, ou aquilo que nos mostram ou nos mostramos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre soube que eu era errada, mas não tinha dúvidas sobre o que queria. E sabia também que um dia eu poderia ser eu. Assim, errada mesmo. Um dia quando eu crescer... Uma dia quando estiver forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pior de todos os quereres e não poderes, é esperar que a hora de poder, chegue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6590093041399834320?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6590093041399834320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6590093041399834320&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6590093041399834320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6590093041399834320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/02/o-despertar.html' title='O despertar'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7388939275557912699</id><published>2008-01-24T21:42:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T13:50:22.923-08:00</updated><title type='text'>O nascer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R5kiGfcmqgI/AAAAAAAAAEw/65iNO0m-kw4/s1600-h/nascer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159192343045646850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R5kiGfcmqgI/AAAAAAAAAEw/65iNO0m-kw4/s200/nascer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Demorei algum tempo para perceber que estava viva. A dor foi meu primeiro aviso. Por isso digo que devo minha vida à ela. Se não fosse pela dor, existiria como se estivesse morta. &lt;div align="justify"&gt;Fui como todos foram, indefesa, frágil e fascinada. Quando se olha para as coisas como um início, há sempre o fascínio. Uma expressão, uma cor, um som, um urso de pelúcia. Em tudo existia a graça, em tudo estava o segredo do mundo. Olhos infantis tão confusos, mudos e tão sábios, que sabem ver tudo que existe lá onde não mais se vê. Mas conforme a pronúncia das palavras vai ganhando força e forma, as certezas tornam-se dúvidas, as dúvidas tornam-se mistérios, e os mistérios tornam-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;indesvendáveis&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coisas estranhas começaram a acontecer quando eu aprendi a pegar os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetos&lt;/span&gt; com minhas próprias mãos. Eu os sentia de forma diferente. Cada textura, cada formato, cada peso. Engraçado foi o dia em que eu descobri que eu respiro. Foi quando fiquei resfriada e de vez em quando me faltava ar, aí fui entender que eu precisava de ar, mesmo que não pudesse pegá-lo com minhas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca pensava no futuro, não tinha a consciência de que ele pudesse existir. Era difícil ter a consciência até de mim mesma. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ninguém&lt;/span&gt; me via realmente, ninguém conseguia corresponder-se comigo de verdade. Era como se eu estivesse dentro e todos estivessem fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O engraçado do início da existência é que dois mundos se misturam. Dois ou mais, não sei, porque nunca pude contá-los, não sabia. Mas nunca se sabe quando se está acordado ou sonhando. E jamais se estranha as coisas, porque tudo é estranho, tudo é novo. Porém, existe um filtro, pelo qual as coisas passam à medida em que se cresce. E o que pode ser visto, é apenas aquilo que o filtro deixou passar ou que deixaram passar pelo filtro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7388939275557912699?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7388939275557912699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7388939275557912699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7388939275557912699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7388939275557912699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/01/o-nascer.html' title='O nascer'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R5kiGfcmqgI/AAAAAAAAAEw/65iNO0m-kw4/s72-c/nascer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3739047131164294926</id><published>2008-01-16T12:13:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T07:46:49.931-08:00</updated><title type='text'>Filósofa destrambelhada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R44Qpl286tI/AAAAAAAAAEo/j0TQSdjUKwQ/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156076930109074130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px; TEXT-ALIGN: center" height="185" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R44Qpl286tI/AAAAAAAAAEo/j0TQSdjUKwQ/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O ar estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;úmido&lt;/span&gt; e fresco. A noite reinava delicada e suprema como sempre. Poucas estrelas apareciam por causa das nuvens. Pensei no que dizer, pensei no que fazer, pensei no que pensar. Nada. Chega de tudo. Cansei. Hoje não serei poética, nem melancólica, nem filosófica. Hoje serei eu. Seca, amarga, cruel. Não, também não serei cruel. Serei apenas... Apenas serei. E essa tarefa, por mais espontânea que possa soar, é demasiada árdua. Dizer a verdade também não é uma tarefa fácil, até mesmo porque a maioria das pessoas não gosta de ouvi-la. Mas é segredo. A verdade é um segredo, é um bicho astuto que no momento em que nos voltamos para vê-la, já desapareceu, ninguém a vê, ninguém a captura, ninguém sabe o que ela guarda. Esqueça tudo que já aprendeu, porque esse é o nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivo&lt;/span&gt; na vida: aprender tudo errado, como se fosse o certo e depois desacreditar de tudo e construir novas coisas, que por sua vez serão destruídas futuramente para então, dar lugar a novas coisas. Assim vai se formando o ser mais confuso e deficiente até hoje encontrado: o humano. Olho para mim mesma, tão perdida, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ótima&lt;/span&gt; representação da espécie. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Digo&lt;/span&gt; a mim mesma, chega de frescura, chega de perguntas, chega de você. Eu me canso de mim mesma assim, fácil, fácil. Mas hoje eu não falarei de mim, chega de mim. Hoje vou falar da vizinha, e do motorista de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ônibus&lt;/span&gt;. Nunca ouvi os pensamentos do motorista, o que não significa que ele não pense (a verdade não é o que a gente ouve). Já ouvi a vizinha dizer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bobagens&lt;/span&gt; e futilidades, o que não significa que ela não tenha pensamentos mais profundos (a verdade não é SÓ o que a gente ouve). Ontem sonhei que via minha casa sendo demolida, o que não significa que quando acordei minha casa estava aos destroços (a verdade não é o que a gente vê), mas também não quer dizer que eu não possa deixar minha casa e quando voltar ela estar demolida (a verdade a gente pode não ver). É isso! A verdade acontece mesmo sem a nossa presença, mas quem garante? Quem garante que eu esteja em minha presença e não em outro lugar? Quem garante que a verdade não me engane enquanto não ouço, não vejo, não sinto? Mas quando eu não ouço, não vejo, não sinto? Será que essas coisas realmente acontecem? E se não acontecem, por que eu sinto? Porra, quebrei a promessa de não ser filosófica (as promessas têm o valor que damos à elas). Por que damos valor a determinadas coisas e a outras não? Por que alguma coisa sempre significa mais? Por que podemos fazer essas escolhas? Por que existe uma certa crueldade na tão almejada liberdade? E se ela é cruel, por que a almejam? Se a realidade nos engana, se tudo pode ser uma simples ou complexa ilusão, por que todos se importam tanto? E se tantas vezes já cheguei a conlusão de que é impossível entender as coisas, porque sou orgulhosa demais para admitir que eu sou incapaz de entender, eu continuo. Entender as formas, as cores, o que é vivo e a própria vida. Algo existe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3739047131164294926?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3739047131164294926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3739047131164294926&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3739047131164294926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3739047131164294926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/12/breve-prolixidade.html' title='Filósofa destrambelhada'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R44Qpl286tI/AAAAAAAAAEo/j0TQSdjUKwQ/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8906226266668726831</id><published>2008-01-13T06:57:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T06:57:52.785-08:00</updated><title type='text'>Eu queria poder, mas não posso.</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8906226266668726831?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8906226266668726831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8906226266668726831&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8906226266668726831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8906226266668726831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/01/eu-queria-poder-mas-no-posso.html' title='Eu queria poder, mas não posso.'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6322279881704803562</id><published>2008-01-01T08:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-01T09:14:25.823-08:00</updated><title type='text'>Quatro pedaços de papel e outras histórias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje lembrei do meu sonho e acordei viva. Mas não dei atenção a força vital que amanheceu comigo. Ontem você fez escolhas, talvez não as corretas, mas foi você que as tomou. Sozinha? Tem certeza? Uma só vez eu gostaria de acordar sem mim. Sinto um peso sempre. Já fui dormir sem mim algumas vezes, mas na manhã seguinte, eu insisto em reaparecer. Quase sempre acordo morta. Mas se hoje acordei viva como sei que não é um sonho? Queria ignorar que hoje é o primeiro dia do ano, desprezo essa idéia, sempre a mesma coisa, sempre a mesma prisão. Não há saída, já disse. Por que isso? Por que o tempo? Tirano! Tirano!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A previsão. Por que eu consigo prever as coisas? Tudo parece desinteressante assim... Vivo tudo duas vezes, às vezes mais. E vem de novo e de novo. Mais uma vez eu vejo tudo de novo. Eu não tenho controle, eu não tenho equilíbrio, eu não tenho nada. Ouviu bem? Eu não tenho nada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só queria um lugar protegido, sem o Tirano, sem o sonho que agora eu já esqueci. Lembro que ele me mostrava o que fazer, deveria escrever. Sim! Escrever aquele livro. No sonho eu tinha o livro em mãos, eu abri, eu li, fechei. Ele estava lá, tão real, concreto, nas minhas mãos. Mas acordei e ele sumiu. Devo escrevê-lo, pensei. Mas só me lembro do título, mais nada. Acordei viva porque vi um objetivo. Uma triste conformada, uma feliz aprisionada, uma revoltada submissa, pessimista contrariada, uma morta ainda viva, não acabou ainda. Grito minha angústia, ela não passa. Chega!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6322279881704803562?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6322279881704803562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6322279881704803562&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6322279881704803562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6322279881704803562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2008/01/quatro-pedaos-de-papel-e-outras.html' title='Quatro pedaços de papel e outras histórias'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3738864662071792270</id><published>2007-12-23T22:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T16:43:06.969-08:00</updated><title type='text'>As decisões não tomadas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu sei disso, eu sei. Mas no instante em que eu decidi escrever, vi aquela frase, parecendo um anúncio me dizendo que eu não deveria fazer nada. Mas eu queria dizer, mesmo sem saber como e o quê. Queria que você soubesse, mas pensei que talvez fosse melhor deixar tudo como está.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Egoísmo? Talvez seja. Jogar tudo assim na sua mão, para que você decida o que fazer, sem que eu coloque nada do que é meu em risco... Eu sei disso. Sei que não colaboro muito com a situação. Sei que evito mexer nos problemas, mas você sabe como eu penso. Não posso interferir, entenda, eu não tenho esse poder, nem essa liberdade, nem esse direito. E talvez nem mereça ter.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3738864662071792270?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3738864662071792270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3738864662071792270&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3738864662071792270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3738864662071792270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/12/as-decises-no-tomadas.html' title='As decisões não tomadas'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8166258432855314251</id><published>2007-12-18T13:48:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T07:49:15.826-08:00</updated><title type='text'>Fugas de Estela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2frwF286sI/AAAAAAAAAEg/LxhfOa6gHXY/s1600-h/1528890.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145340310732991170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" height="211" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2frwF286sI/AAAAAAAAAEg/LxhfOa6gHXY/s200/1528890.jpg" width="159" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Estela realmente pensava ter conseguido. Mas vocês conhecem Estela, menina ingênua, sonhadora, acredita que as coisas realmente dão certo no final. Mas deixa ela acreditar no que quiser, pobrezinha. Deixe-a viver na sua ilusão que assim não fere a alma. Mais vale uma ilusão realizada do que uma realidade desiludida, não é mesmo Estela? E ela concorda, balançando a cabeça com inocência. Desse jeito tão pueril, ela não se desgasta como os outros. Conserva a fé, a esperança, tudo aquilo que a maioria já perdeu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes chego a pensar que ela conscientemente engana a si própria para não dar de cara com a realidade amarga que todos conhecem, sabendo que vive uma mentira. Pobre de você Estela! Não é agindo assim que um dia sofrerá mais do que o necessário? Não é desse modo, procurar mais motivos para querer destruir o que já foi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durma, Estela. Durma e sonhe que é feliz. Aqui, querida, não tem lugar para você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8166258432855314251?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8166258432855314251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8166258432855314251&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8166258432855314251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8166258432855314251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/12/fugas-de-estela.html' title='Fugas de Estela'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2frwF286sI/AAAAAAAAAEg/LxhfOa6gHXY/s72-c/1528890.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5781262443633965351</id><published>2007-12-18T07:31:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T07:46:10.126-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2foXV286rI/AAAAAAAAAEY/SeKQNnFNaR4/s1600-h/Escritores+da+Liberdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145336586996345522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2foXV286rI/AAAAAAAAAEY/SeKQNnFNaR4/s200/Escritores%252Bda%252BLiberdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nathalia, do "She walks on me", me enviou um selo dos escritores da liberdade. Interessante o significado desse selo... Obrigada!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora eu mandarei o selo para outros blogs, porém, alguns para os quais eu mandaria já o receberam, então são só dois:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"O estranho mundo de Jack": Apesar da Jack não atualizar faz um tempão, eu gosto das estranhices dela. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Modo imperativo": Esse é o blog da Leca, companheira de classe, de transporte e de blog. Gosto de suas poesias.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enviados!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5781262443633965351?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5781262443633965351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5781262443633965351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5781262443633965351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5781262443633965351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/12/nathalia-do-she-walks-on-me-me-enviou.html' title=''/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R2foXV286rI/AAAAAAAAAEY/SeKQNnFNaR4/s72-c/Escritores%252Bda%252BLiberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5589075098668245814</id><published>2007-12-07T01:15:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T19:34:38.173-08:00</updated><title type='text'>Sobre Títulos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sei, não sou a única que tem problemas com títulos. Ele sempre fica para o final; e quase sempre é difícil pensar em um bom título. Às vezes o próprio texto pede um em especial, mas é só às vezes. Acredito que essa dificuldade exista porque o título é a primeira coisa que se lê, e vai ser o item que dará a primeira impressão para texto, que será o fator identidade, que causará simpatia ou não, determinando quem o lerá. É muita responsabilidade para escolher assim, sem motivo. Não importa se o texto é bom ou ruim, o título é que chama atenção. Um texto pode ser horrível, mas se tiver um bom título, eu lerei; assim como um título ruim tem efeito contrário. Então eu quis &lt;a onmouseover="window.status='Search for: inverter'; return true;" style="BORDER-BOTTOM: 3px double; TEXT-DECORATION: none" onclick="window.status='Searching for: inverter...'; return true; " onmouseout="window.status='Search for: inverter'; " href="http://www.srch-results.com/lm/dir_rxt.asp?k=inverter"&gt;inverter&lt;/a&gt; o meu método. Escrevi primeiro o título, já sabendo que iria falar sobre os próprios, sobre a capacidade que têm de revelar muitas coisas em uma frase, ou ainda em uma palavra; e nos fazer imaginar o que está por vir. Os títulos me inspiram e me intrigam, fazem pensar porque o autor usou certas palavras e não outras.&lt;br /&gt;Por todos esses motivos, o título desse meu texto me faria seguir em frente, mas como podem ver os que o leram até aqui, esse texto não honra o título. E agora penso em mudar o título para um outro pior, pois assim não causará esse contraste com o texto e consequentemente uma decepção; e assim eu poderia poupar o tempo de quem, como eu, tem esse carinho especial por títulos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5589075098668245814?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5589075098668245814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5589075098668245814&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5589075098668245814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5589075098668245814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/12/sobre-ttulos.html' title='Sobre Títulos'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2829176496740651104</id><published>2007-11-29T01:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T19:56:48.763-08:00</updated><title type='text'>Narração sem cotovelos nem joelhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R044TX0zifI/AAAAAAAAAEA/xfPk8j2PxUM/s1600-h/parede%201.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138106130340481522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="167" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R044TX0zifI/AAAAAAAAAEA/xfPk8j2PxUM/s200/parede%25201.jpg" width="228" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não escrevo histórias. Elas também não me escrevem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo são palavras dispersas no papel, algumas vezes fazem sentido, em outras, sentidos não fazem algum. São resultados de momentos vazios. A palavra sou eu, porque vem no momento em que eu não estou aqui, ou ali, ou lá. Minha história não tem fim, nem começo. Uma circunferência rodando em campos infinitos, sem sentido algum. Minha história não tem fatos, nem feitos. Minha história não foi, será na incerteza do não ser. Minha história não tem espaço, nem tempo, nem enredo, nem personagem. Só sensações, nem são sentimentos, são sensações no vazio, um nada no vazio. Um sentido sem corpo e uma vida sem alma, minhas histórias são assim. Sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;objetos&lt;/span&gt;, sem pessoas, sem tudo do que o mundo é composto, um vazio. Minha história não é uma descrição, é uma imagem, o sentir sem saber, sem perceber. Minha história é uma mentira acreditada, o que não deixa de ser uma verdade, porque a verdade nada mais é do que uma mentira bem contada. Minha história é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;abstrata&lt;/span&gt; e foge, escorre, some. Mas eu são sei escrever histórias, porque só entendo outra língua. O idioma espaço-tempo não funciona. Não narro o passado, porque o futuro pode transformá-lo, o presente faz o futuro e antes que resolva falar do presente ele já foi: passado. Minha história é dupla, tripla, quádrupla e única. Sem peso, sem tamanho, sem começo meio e fim, e muito menos fim meio e começo, sem cor, sem chão, sem saber, sem mancha, sem voz, sem mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha história é, ponto na outra linha parágrafo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2829176496740651104?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2829176496740651104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2829176496740651104&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2829176496740651104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2829176496740651104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/11/narrao-sem-cotovelos-nem-joelhos.html' title='Narração sem cotovelos nem joelhos'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/R044TX0zifI/AAAAAAAAAEA/xfPk8j2PxUM/s72-c/parede%25201.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4445582243745102213</id><published>2007-11-23T17:21:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T11:23:28.773-08:00</updated><title type='text'>Separação dos grãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A bagunça era imensa, a ponto de vir a vontade de deixar tudo para trás, jogar fora, esquecer. Olha só a bagunça que eu fiz. Nunca vou conseguir deixar tudo no lugar, nunca. A precipitação. Se tivesse raciocinado antes de derramar os grãos... Agora estão todos aí, misturados, sem santo que os separe. Se pudesse chamar agora Rumpelstichen, para separar todos esses grãos... Mas Rumpelstichen fiava palha em ouro, não sei se daria conta dessa situação. Demorarei a vida inteira para arrumar essa bagunça. Quem disse para ser tão apressada, tão inconsequente, tão imprudente? Que vontade de me desfazer dos grãos, de esquecer que tenho um problema para resolver, contas a prestar, coisas a acertar, porque quando não tem jeito, é isso que se faz mesmo, esquece, deixa que o passado cuida. Pobre passado, deve carregar tanta coisa nas costas... Mesmo que pudesse jogar tudo fora, mesmo que eu pudesse ir sem olhar pra trás, mesmo que eu pudesse dizer adeus, olha só quanta coisa eu plantei para me desfazer agora, quanta coisa eu perco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É esse o momento. Assim, eu sento e começo a catar os grãos. Um por um, com uma dificuldade imensa para diferenciá-los. De grão em grão a galinha enche o papo, vovó dizia. Mas naquele caso era no sentido literal da frase. Não sei... Talvez a bagunça tenha sido grande demais, mas de grão em grão...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4445582243745102213?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4445582243745102213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4445582243745102213&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4445582243745102213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4445582243745102213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/11/separao-dos-gros.html' title='Separação dos grãos'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7583372620726505789</id><published>2007-11-11T21:24:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T15:25:33.530-08:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordei tarde, a voz da Cássia soava triste e distante nos fones de ouvido que já estavam quase caindo da cama. "As pessoas morrem, conforme-se". O Sol brilha hoje, o céu está limpo. Então por que essa claridade me irrita? Por que nesses dias as pessoas abrem as janelas e respiram fundo como se fossem obrigadas a aproveitar o ar da manhã? Por que elas agem como se fossem obrigadas a serem felizes? Num esforço que suga quase toda a sua energia vital, com a irônica finalidade de aproveitar a vida. Eu tive um bom momento, mas o perdi quando me dei conta disso. A felicidade a gente aproveita inconscientemente, a partir da hora em que existe a percepção de que algo está sendo aproveitado, o bom momento se perde. "As pessoas morrem, conforme-se". Já me conformei e não foi difícil. Difícil não é se conformar quando elas morrem, e sim quando vão embora, deixando só a lembrança de um esforço em fazê-las ficar. Porque dos momentos felizes a gente não lembra, só experimentamos, mas não temos consciência deles. As pessoas morrem, vão embora, você se esforça para ser feliz e se mata para tentar viver. Nada pode ser feito, conforme-se. Todo esse saber, esse conhecimento, essa impotência. Conforme-se ou vá embora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7583372620726505789?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7583372620726505789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7583372620726505789&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7583372620726505789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7583372620726505789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/11/acordei-tarde-voz-da-cssia-soava-triste.html' title='Saudade'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8993320714542921319</id><published>2007-11-07T00:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T18:40:41.489-08:00</updated><title type='text'>Meme interessante</title><content type='html'>Lisiê, a drama, mandou um meme para mim. É o seguinte: abrir a página 161 do livro que está mais próximo de você no momento e transcrever a quinta frase para o blog, depois repassar para cinco pessoas, então aí vai:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;"Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer?" &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Protesto Tímido - Fernando Sabino. Antologia da Crônica Brasileira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vou repassar para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo Imperativo&lt;br /&gt;Fundo do Mar&lt;br /&gt;Rabiscos e Textos Escritos a Mão&lt;br /&gt;Imaginação Grátis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais nenhum que já não tenha recebido, então... São só esses mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8993320714542921319?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8993320714542921319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8993320714542921319&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8993320714542921319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8993320714542921319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/11/meme-interessante.html' title='Meme interessante'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3997433183455949962</id><published>2007-10-28T22:22:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T17:26:36.705-07:00</updated><title type='text'>Mundo efêmero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquela mulher olhou para o copinho de plástico e sentiu pena. Agarrou depressa o marcador permanente e desenhou nele uma carinha feliz. Pronto agora está melhor. Pelo menos o pobrezinho sorri um pouco. Mas não foi o bastante. Ela sabia que ninguém nunca ia estimar aquele copo, pois ele não foi feito para isso, e sim para ser usado uma vez, depois disso já não serviria mais. Mas ele sorri, pelo menos por enquanto. Mais vale um segundo de felicidade do que... Não, não adianta. Nada pode mudar. Nada fará esquecer o mundo descartável, onde as coisas não duram, onde se usa e em seguida joga fora. Nada a fará esquecer da festa da empresa onde terá que sorrir plasticamente para pessoas antipáticas, da música que ninguém se lembra porque parou de tocar no rádio, do colega de trabalho com quem dormiu na última festa e hoje nem deu bom-dia, do copo plástico que ela violou. E agora tem como destino a lixeira. Nada a fará esquecer que as coisas são descartáveis, a amizade, o prazer, as aparências, o amor é descartável. Tudo é postiço, mas que, por favor, tenha existido uma gota de felicidade no sorriso plástico, um quase orgasmo no sexo sem vontade, bons momentos em que ouviu a música esquecida, diga por favor, que houve um segundo de satisfação em tudo isso, que algo valeu a pena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nada a consola, por isso, num gesto indiferente, joga o copo descartável na lixeira. E lá dentro, ele ainda continua a sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3997433183455949962?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3997433183455949962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3997433183455949962&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3997433183455949962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3997433183455949962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/10/mundo-efmero.html' title='Mundo efêmero'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8220954538645375110</id><published>2007-10-15T21:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T16:54:41.770-07:00</updated><title type='text'>Desejos de Estela</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RxOQQmYCbUI/AAAAAAAAAD4/Xy9wHhPCkNI/s1600-h/1353231.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121595816104062274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" height="175" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RxOQQmYCbUI/AAAAAAAAAD4/Xy9wHhPCkNI/s200/1353231.jpg" width="188" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Estela gritava aos outros "eu te amo".&lt;br /&gt;Com todas as forças, Estela gritava isso aos que amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ninguém respondia o mesmo. Quem Estela amava, não a amava também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E um dia, Estela gritou "eu te odeio" a quem odiava, com todas as forças. E esta pessoa respondeu o mesmo. Estela assustou-se, mas pensou: "Até que enfim, um sentimento recíproco!"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8220954538645375110?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8220954538645375110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8220954538645375110&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8220954538645375110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8220954538645375110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/10/desejos-de-estela.html' title='Desejos de Estela'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RxOQQmYCbUI/AAAAAAAAAD4/Xy9wHhPCkNI/s72-c/1353231.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8974870634233194814</id><published>2007-10-11T01:36:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T09:27:45.153-07:00</updated><title type='text'>Aos determinados blogueiros!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sei que às vezes bate um desânimo, a inspiração falta e a transpiração sobra. Sei também, que às vezes falta tempo. O que ganhamos com isso? Gratificação ou frustração? Ambos, ao meu ver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O blog é criado, começa um pouco tímido talvez, mas com muito pique, aí com o tempo perde um pouco da força, mas depois volta e assim vai oscilando até... Até não sei quando! Mas tudo amadurece com o passar do tempo, e muitas fases vão se definindo, outras idéias se formando e uma história sendo construída. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para essa não desistência, ofereço o certificado do blog, que recebi da Lisiê, a drama, (muito obrigada por ter me mandado, nunca pensei em receber um certificado do blog, valeu mesmo! Eu não esperava...), deixando de lado o momento "miss", vou enviar este mesmo certificado aos blogs que estão em sua melhor fase (seja esta qual for, pois cada uma tem determinada característica). Enfim, aí vão os vencedores: Lexotan, O Estranho Mundo de Jack, Imaginação Grátis, Fundo do Mar e Rasurados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rw2nPmYCbNI/AAAAAAAAADA/2LA10O-9_aU/s1600-h/BOGBLOG.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119932761817378018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="200" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rw2nuGYCbOI/AAAAAAAAADI/XhWjRjF0UhE/s320/BOGBLOG.jpg" width="315" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rw2nPmYCbNI/AAAAAAAAADA/2LA10O-9_aU/s1600-h/BOGBLOG.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rw2nPmYCbNI/AAAAAAAAADA/2LA10O-9_aU/s1600-h/BOGBLOG.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8974870634233194814?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8974870634233194814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8974870634233194814&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8974870634233194814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8974870634233194814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/10/aos-determinados-blogueiros.html' title='Aos determinados blogueiros!'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rw2nuGYCbOI/AAAAAAAAADI/XhWjRjF0UhE/s72-c/BOGBLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4220018735222612781</id><published>2007-10-08T12:54:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T08:05:51.215-07:00</updated><title type='text'>Espelho d'água</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RwpRk2YCbKI/AAAAAAAAACo/hngpX1tbVMY/s1600-h/rain_in_me.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118993619973467298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" height="207" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RwpRk2YCbKI/AAAAAAAAACo/hngpX1tbVMY/s200/rain_in_me.jpg" width="198" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca mais tomei banho de chuva. Mas pra sempre ficou marcada em mim a sensação que é ter os pingos d'água tocando a pele delicadamente e às vezes nem tanto. A sensação de renovar-se, de estar amparada ao relento. A água se misturando com as lágrimas que deixam de ser lágrimas, com o cabelo, com as mãos e o corpo inteiro. A sensação de esquecer o tempo e o aborrecimento. E hoje, quando chove, não vou lá fora. E se estou na rua quando acontece, faço o ridículo: &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;escondo&lt;/span&gt;-me, fujo, refugio-me. Afasto-me das gotas, quase iguais as que já estiveram em mim e me faziam ser a estrela do filme e não simplesmente assisti-lo. Hoje, quando chove, eu penso. Penso que a chuva traz uma única oportunidade, porque uma mesma lágrima nunca escorre duas vezes. E os pingos morrem uma vez que chegam ao chão. Hoje, quando chove, assisto da janela as pequenas gotas morrerem na terra ou no asfalto, e já não sirvo mais de intermédio entre o céu e a terra. Quase posso enxergar a pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Suellen&lt;/span&gt; brincando sozinha com a chuva e por um momento a imagem infantil me alegra, mas logo preciso lembrar de que já não tenho a mesma sabedoria para aproveitá-la. Vejo as gotas acabarem e morrerem, escondendo o fato de que quem está morrendo sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4220018735222612781?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4220018735222612781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4220018735222612781&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4220018735222612781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4220018735222612781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/08/nunca-mais-tomei-banho-de-chuva.html' title='Espelho d&apos;água'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RwpRk2YCbKI/AAAAAAAAACo/hngpX1tbVMY/s72-c/rain_in_me.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1394948186480830156</id><published>2007-09-29T00:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T20:53:35.597-07:00</updated><title type='text'>O penúltimo</title><content type='html'>Hoje é vinte e nove. Vinte e nove de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Setembro&lt;/span&gt;. Mas essa data não me diz nada. Nadinha mesmo. Nesse momento passaram só dez minutos do dia anterior, que também não me dizia nada. 29 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Setembro&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que é só o início, que no resto desse dia que mal começou ainda pode acontecer muita coisa, e finalmente  possa fazer com que ele signifique algo. 29 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Setembro&lt;/span&gt;. Mas daqui a pouco irei dormir, a gente começa o dia dormindo. Sabe-se lá porque...Eu gostaria de nunca dormir, mas eu queria um monte de coisas que não tenho coragem de pedir, e mesmo que tivesse, pedir pra quem? Cuidado com o que você deseja... Droga de frase, sempre me faz pensar duas vezes, e eu nem sei se isso é realmente bom. Nem tudo é o que parece ser, mas até mesmo quando é, ficamos procurando motivos para acreditar que não. E se perguntam o que eles têm a ver com tudo, bom, eles, assim como eu, têm tudo a ver com tudo, mas a questão não é o quê, e sim por que. De qualquer forma, nada é muito possível, nesse momento, nesse estado tão cheio de limites, para todos os lados, as limitações. Já me derrubou aquele sono do início do dia, e eu preciso dormir (as limitações), já nem sei do que estou falando, ou do que comecei falando...Ah, sim, 29 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Setembro&lt;/span&gt;. O dia que não me diz nada, mal o comecei. Que droga de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;postagem&lt;/span&gt; irá ser essa, do dia 29 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Setembro&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1394948186480830156?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1394948186480830156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1394948186480830156&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1394948186480830156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1394948186480830156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/09/o-penltimo.html' title='O penúltimo'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-877555727769032435</id><published>2007-09-16T22:32:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T21:29:04.021-07:00</updated><title type='text'>Pureza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Naquele momento, como alguns outros dos quais me lembro, eu senti como se estivesse fora de órbita, como se tudo que me incomoda desaparecesse e um profundo sentimento de paz me invadisse, mas eu não impeço a invasão, serenamente deixo que ela tome conta de mim até não se saber mais o que de fato ocorreu. Então eu consigo enxergar a Beleza, fico feliz em vê-la mesmo sabendo que possa durar só um segundo. Ouço, vejo, sinto e consigo entender coisas de uma forma tão clara, óbvia e natural que nunca conseguirei explicá-las, são agora parte de mim. Sinto firmeza em meus passos, como se o chão em que eu caminho fosse uma extensão do meu próprio corpo, todas as coisas existindo juntas, e não uma tentando engolir a outra para ter o seu lugar. Acho graça, da borboleta voar, das folhas dançando com o vento, do verde que a grama exibe com o sol, da diversidade. Da fomiga que se perdeu da fila. E sorrio. Por motivo nenhum, eu sorrio. A felicidade mais pura instala-se em mim. Não é como dar gargalhadas, não é como ficar eufórico, não é como sorrir de propósito. É só um sorriso, delicado e verdadeiro. Aquela felicidade sutil, terna, quase triste, só não é triste porque é feliz, senão por isso, seria triste. E esqueço a maldade e o ódio que existem em mim, de nada valem agora. E quando valem? Não importa, agora estou feliz. Então penso que, por um momento eu devo ter feito alguma coisa certa para me sentir assim e não foi só bondade do destino. Por um momento, eu não fui um fracasso total, dei um passo à frente, quis e esperei o melhor, estive só comigo mesma e com os outros sozinha. Por um momento eu fui boa, fui plena, tive o poder de dominar o nada e ser parte do universo. Só por um momento. O momento em que durou aquele sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-877555727769032435?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/877555727769032435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=877555727769032435&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/877555727769032435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/877555727769032435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/09/pureza.html' title='Pureza'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6424839372883859690</id><published>2007-09-07T10:17:00.000-07:00</published><updated>2007-09-07T17:12:06.414-07:00</updated><title type='text'>Desfile, dia 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RuGU27OBwBI/AAAAAAAAACg/kYy4rtgAZR0/s1600-h/bandeira_do_brasil.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107527123745226770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" height="202" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RuGU27OBwBI/AAAAAAAAACg/kYy4rtgAZR0/s320/bandeira_do_brasil.bmp" width="316" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Senhores, marchemos&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RuGSXrOBwAI/AAAAAAAAACY/Zw50ITnw-18/s1600-h/bandeira_do_brasil.bmp"&gt;&lt;/a&gt;, rumo à independência não conquistada.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo Brasil com que sempre sonhamos, pela justiça da qual duvidamos. Pelo sonho brasileiro, pelos nossos planos, marchemos, sem pensar. Para que os senhores possam descansar, enquanto outros vão labutar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pararemos de falar mal de nossa pátria, porque é nossa pátria, devemos amá-la e respeitá-la, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. E quanta pobreza, e quanta doença, quanta estupidez e descrença.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos sambar, que o samba é nossa dança. Vamos sambar para esquecer que o povo sempre dança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adorar a terra, ter o pé no chão, ter orgulho, senhores! Honrar a nação!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão rica cultura, circo verde amarelo, servidão que perdura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dignidade e sem pão, servindo a corte, honrando a nação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não está vendo agora? A liberdade raiando no horizonte do Brasil?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parabéns, brasileiros, parabéns! Porque nossa gente é brava, nossa gente é livre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então quando veremos, filhos da pátria, contente a mãe gentil?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6424839372883859690?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6424839372883859690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6424839372883859690&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6424839372883859690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6424839372883859690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/09/desfile-dia-7.html' title='Desfile, dia 7'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RuGU27OBwBI/AAAAAAAAACg/kYy4rtgAZR0/s72-c/bandeira_do_brasil.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7998425246910083129</id><published>2007-08-26T15:19:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T12:12:37.186-07:00</updated><title type='text'>Paciência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A falta do que escrever. Perdão, não é assunto que falta, é jeito mesmo. Assunto tem aos montes, nunca vão esgotar-se. Mas antes disso tem o bloqueio. Simplesmente não sei como dizer, porque as palavras são cruéis. Não basta serem escritas, elas têm que falar por si só. Ler não é o suficiente, é preciso entender e entender também não basta, é preciso sentir. Então, encontro-me na frente do computador com o cursor de texto piscando na tela, como quem bate os pés para apressar os outros: "Vamos, estou esperando". Ai, quanta pressão! Pisca, pisca, pisca. E me surpreendo quase em estado de hipnose olhando o cursor aparecer e desaparecer, de novo e de novo, outra vez e mais outra... Chega! Você venceu, vou começar! Anda cursor, anda e vai deixando as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;letrinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, uma por uma, uma atrás da outra, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;enfileiradinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;opa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;! Ponto final, vírgula. Escreve escreve escreve. Mas afinal, quem escreve? Eu, ou esse pedacinho de linha aí metido à besta? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Ih&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que lixo de texto, como você escreve mal! Volta cursor, volta tudo isso aí. Pensando bem até que você é simpático, vou te chamar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Bentinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que é apelido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Beto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que vem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;alfabeto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que é da onde saem todas as letras. Só não o chamo de Alfa porque ficaria muito óbvio, mas é claro que considero só uma das funções de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Bentinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pois também é dele que saem os números, os sinais de pontuação, acentos e outros símbolos que não sei para que se usa. Mas chega de bobagem. Agora vamos escrever. É... Ah... Bentinho, não me olhe assim, estou pensando! Pisca pisca pisca. "Vai ou não vai?" - diz ele. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Ok&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, você venceu! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Bentinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mirradinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;... Toco de linha mais insolente! Já vi que hoje terei que recorrer à velha caneta e ao papel. Pensando melhor, acho que eles mereciam nomes também, por serem bem mais pacientes que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Bentinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7998425246910083129?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7998425246910083129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7998425246910083129&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7998425246910083129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7998425246910083129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/08/pacincia.html' title='Paciência'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-103518821603276697</id><published>2007-08-20T13:27:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T16:05:04.260-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria pedir desculpas pelo meu último &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Odeio ficar poética. Mas existem características, das quais não gostamos e por mais que tentemos reprimi-las, sempre acabam vindo à tona, de uma ou de outra forma. Na verdade a desculpa que eu peço é quase para mim mesma, por demonstrar insegurança, fraqueza, desespero. Isso fere demais o meu orgulho inútil. Fazer o quê se muitas vezes não consigo ser sensata nem racional? Besteira minha achar que ser tudo isso alivia a dor, o que me torna ainda mais ridícula, pensar a dor, imagine! O pior defeito do ser humano é se achar superior por ter a capacidade de pensar. Sermos racionais, só nos traz angústia, pois pensar nos permite compreender que temos limites. Não aceitamos nem queremos isso. Quer ir à Lua? Vamos. Quer adiar a morte? Adiamos. Quer construir o mundo? Construímos. Quer ser imortal? Um dia, quem sabe. O humano não se enquadra na natureza, ela não basta. E cada um vai andando para uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, completamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;descoordenado&lt;/span&gt;, procurando não sei o quê para justificar a vida e ter um bom motivo pelo qual continuar, mas não sabem usar o raciocínio e acabam por se destruir e destruir o mundo achando que estão fazendo a coisa certa. É aí que entra a emoção, ou a depressão. Mas o que eu fiz de errado? - eles perguntam. E você não sabe, senhor animal racional? - eles respondem. Como eu pude ser tão cego? (você não quis ver), como eu pude errar tanto? (você não pensou certo), como não percebi antes? (você não prestou atenção). Depois que tudo acontece, toda e qualquer situação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;transforma&lt;/span&gt;-se no óbvio que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ulula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (como diria Nelson Rodrigues) e flutua diante de nossas córneas. Tudo torna-se claro. "Por que não notei antes?" Então vem a fase da dor e da mágoa, onde a pobre criatura sente pena de si mesma, tal auto-compaixão deprimente vira raiva e ódio, por tudo e por todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebendo que a fúria não muda nem leva a nada, ela transforma-se em depressão, onde o ódio não é contra os outros, mas contra si mesmo. Depois de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;constatar&lt;/span&gt; que a sua existência de nada vale, vem a redenção e o lamento, que não é sentir pena nem ódio, mas desistir completamente, sentindo-se o ser mais imprestável que existe por não saber resolver nem mesmo os próprios problemas. Ô &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;serzinho&lt;/span&gt; mais contraditório, sempre querendo impor a razão aos seus instintos, vai estudando, vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;refletindo&lt;/span&gt;, vai procriando, vai trabalhando, vai criando, vai vivendo escravo das suas emoções!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-103518821603276697?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/103518821603276697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=103518821603276697&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/103518821603276697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/103518821603276697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/08/queria-pedir-desculpas-pelo-meu-ltimo.html' title=''/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-251787556912006636</id><published>2007-08-11T13:11:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T16:26:37.747-07:00</updated><title type='text'>Desilusão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rr4WrQRPHOI/AAAAAAAAAB4/7XuKgb--KLU/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097536760587427042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px" height="229" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rr4WrQRPHOI/AAAAAAAAAB4/7XuKgb--KLU/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="273" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Faz&lt;/span&gt;-me mais patética&lt;br /&gt;Mais concreta&lt;br /&gt;Mais ridícula&lt;br /&gt;Mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;anoréxica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância&lt;br /&gt;que tanto almejo&lt;br /&gt;é veneno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contento-me com a companhia&lt;br /&gt;Mas aquela verdadeira&lt;br /&gt;se estiver aqui,&lt;br /&gt;escute bem: esteja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedir demais?&lt;br /&gt;Um minuto que seja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero amor&lt;br /&gt;nem compaixão&lt;br /&gt;nem mágica&lt;br /&gt;desapareceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que foi um sonho?&lt;br /&gt;Ou é sonho que me falta?&lt;br /&gt;Ou falta faz o sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, minha nossa, eu perdi tudo&lt;br /&gt;Só me restaram essas coisas inúteis&lt;br /&gt;ou a inútil sou eu em não conseguir fazê-las úteis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a esperança...&lt;br /&gt;a esperança que nunca se perde&lt;br /&gt;Até a vontade,&lt;br /&gt;a vontade que me move&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, José, José...E agora?&lt;br /&gt;Por que não me disse antes que eu era a enganada?&lt;br /&gt;Que eu era a traída, a iludida, a descartada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sua culpa! Só sua, droga!&lt;br /&gt;Hoje não sou nada&lt;br /&gt;E mesmo tendo horror aos meus versos,&lt;br /&gt;tarde demais, arrisco na poesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando sob a montanha&lt;br /&gt;Debaixo da mesa&lt;br /&gt;Debaixo da cama&lt;br /&gt;Nada resta&lt;br /&gt;Nada me chama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi falar&lt;br /&gt;em perseverança e ignorei&lt;br /&gt;Oh, Deus, e agora?&lt;br /&gt;Sem meu dicionário, como saberei&lt;br /&gt;o significado de esperança?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-251787556912006636?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/251787556912006636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=251787556912006636&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/251787556912006636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/251787556912006636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/08/desiluso.html' title='Desilusão'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rr4WrQRPHOI/AAAAAAAAAB4/7XuKgb--KLU/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6485233527368116364</id><published>2007-08-03T18:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-04T07:23:57.327-07:00</updated><title type='text'>Clínica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;_Menina, onde você anda com a cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu nunca ando com a cabeça, sr. senhor! Pensa só se eu dissesse isso a ele. (consegue contar quantos "ésses" têm na frase anterior?) Já reparou que as vogais são as únicas letras que a gente não consegue escrever por extenso? Existe escrever letras por extenso? Se escrevê-las já é escrever. Nove "ésses"! Imagine se o "ésse" fosse a única consoante do alfabeto? "Sessa só se eu sissesse isso a ese"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu desisto! Você vive com a cabeça nas nuvens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu siso sos a sasesa sas susess? Fiquei imaginando a cena do meu corpo com a cabeça nas nuvens... Figura um pouco assustadora: o meu pescoço seria muito longo e fino, assim como o das girafas. Mas eu não preciso ser uma girafa para viver com a cabeça nas nuvens segundo o sr. senhor. Se eu fizesse alongamento no pescoço todo dia, quem sabe poderia fazê-lo crescer, assim como a teoria de Lamarck (era mesmo de Lamarck?) e os meus descendentes também herdariam o meu pescoço gigante. Que loucura essa de Lamarck...Pior o sr. senhor perguntando onde eu ando com a cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. senhor não entende, ele não sabe das coisas. Ou talvez eu não seja muito boa em me fazer entender. Mas não gosto da maneira como ele classifica as coisas e de como enxerga o mundo. Tenho muito orgulho e sorte em conservar minha alma fantasiosa, que mundo chato esse! Por que e quando eu peguei o gosto por fazer tudo errado? Talvez seja apenas simpatia pelas coisas ao contrário ou eu só não saiba como fazer o certo. Mas um dia todos vão enxergar o lado bom que existe em mim. "Não, ele não é louco, é um gênio!" Engraçado como tem gente que confunde loucura com genialidade, de tão inteligente ficar louco e de tão louco ser considerado inteligente, na verdade isso não acontece. Mas podemos culpar ou condenar quem perde a noção do mundo? Não, pois a sanidade está diretamente ligada à loucura. Duas coisas totalmente diferentes separadas por uma linha muito frágil e fina, e todos sempre acabam passando por ela. A sanidade é a loucura em estado de transformação. O correto seria manter-se no primeiro lado, e ultrapassar a linha é ser apenas mais um maluco que não pode contribuir para nada na comunidade, linha esta que dizem que transpassei, mas eu nunca a vi, e se vi, não a enxergo mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6485233527368116364?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6485233527368116364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6485233527368116364&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6485233527368116364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6485233527368116364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/06/mente-mente.html' title='Clínica'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7011182071144399967</id><published>2007-07-27T17:21:00.000-07:00</published><updated>2007-07-30T09:01:20.325-07:00</updated><title type='text'>Por que criei o blog?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como diz uma amiga minha: "escrever é a válvula de escape". E sempre foi. A necessidade era clara, a admiração pela palavra dava origem ao desejo incontrolável de criar o meu próprio mundo nelas. Apesar de muitas decepções e tentativas mal sucedidas, não parava, nem que só escrevesse pensamentos no canto das páginas no caderno da escola, na esperança de que por teimosia fosse melhorar. Mas tudo isso era segredo. Tinha as folhas dos meus cadernos cheias de pensamentos e histórias das quais ninguém nunca teve conhecimento. E era assim que devia ser, tudo sagrado, escondido, se alguém lesse, eu morreria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o passar do tempo esse meu pudor em relação à tudo que escrevia foi desaparecendo, chegava até a gostar de algumas coisas...E a reação das pessoas também não era tão ruim. Mas algo sempre me atrapalhou. A minha desorganização! Nem eu conseguia entender as minhas anotações. Um caos. Aí eu pensei: com o blog, eu vou me obrigar a aperfeiçoar, a reler, corrigir e tudo mais (coisas que raramente fazia) e principalmente terminar o que começava, pois quase tudo eu deixava inacabado. Não deu muito certo, já que a minha quantidade de rascunhos é muito maior do que a de postagens, mas assim mesmo é um progresso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome do blog surgiu de uma aula de biologia, da qual tudo que consegui entender foi o esquema chave e fechadura das enzimas, para cada substância existe uma enzima certa e blá blá blá (viu como eu entendi?) Enfim, o nome é uma metáfora para algo que preenche o que está faltando na medida certa, uma coisa completando a outra pois tem o que esta carece, embora possa ter qualquer coisa de pornográfico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, isso é mais uma forma de me tirar de mim, o que sempre foi uma necessidade, e uma nova opção sempre é bem-vinda. Além do mais, é legal trocar informações, dizer algo para alguém que não consigo falar pessoalmente, e ler as criações dos meus amigos blogueiros, que como eu, têm o seu próprio mundo compartilhado nesse espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Meme" recebido de Lisiê do Paranóia Delirante e agora repassando a Jack, do Estranho Mundo de Jack, a Fabi do Metamorfose e a Vacy, do Imaginação Grátis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7011182071144399967?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7011182071144399967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7011182071144399967&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7011182071144399967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7011182071144399967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/07/por-que-criei-o-blog.html' title='Por que criei o blog?'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5438300200929120817</id><published>2007-07-19T07:36:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T18:52:22.131-07:00</updated><title type='text'>Tic Tac, Tac..Tac</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rp_tRflnz-I/AAAAAAAAABk/14gtYfJfoBs/s1600-h/tempo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089046988744806370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rp_tRflnz-I/AAAAAAAAABk/14gtYfJfoBs/s320/tempo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E esse tempo que não pára...Se eu pudesse tirar a bateria de todos os relógios, não adiantaria nada. O tempo não é um segundo, nem horas, nem semanas. Ele é muito maior que tudo isso. Horas, meses e anos, não passam de unidades de tempo. Ele existe com ou sem elas. E tudo nasce da incontrolável necessidade humana de contar o tempo. E ele se esvai, escapa por entre os dedos. Pois cada quantidade, por maior que seja, é feita de uma quantidade menor, e esta é feita de uma menor, que por sua vez é constituída de outras menores e menores e quando vê já passou. Dezessete voltas ao redor do sol, em breve passará a dezoito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6567 dias, parece pouco em dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida é contada em anos. Na verdade, a cada segundo se está mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é irônico o tempo?Algo que não existiria sem a gente, sem matéria na qual deixar suas marcas. Mas deixamos de existir por causa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5438300200929120817?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5438300200929120817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5438300200929120817&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5438300200929120817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5438300200929120817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/07/tic-tac-tac.html' title='Tic Tac, Tac..Tac'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rp_tRflnz-I/AAAAAAAAABk/14gtYfJfoBs/s72-c/tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-5897760535846639854</id><published>2007-07-06T20:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-05T07:41:04.968-07:00</updated><title type='text'>Objetos relevantes - Parte III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não queria ser uma boneca de porcelana. Eu não queria ser Mona Lisa. Olhava para a bonequinha de vestidinho verde e chapéu na estante e para a réplica do quadro de Mona Lisa. Olha essa expressão. Eu já sou uma boneca de porcelana. Nem feliz, nem triste. Como a Cecília dizia? "Não sou alegre, nem sou triste: sou poeta". Lindo, Cecília, lindo. Tomo a boneca em minhas mãos. Se eu a colocasse em uma caixa, nela escreveria frágil, pois é isso que ela é: frágil. Afinal, o que ela faz? Por que eu quero essa expressão indiferente em minha estante? Pelo menos é bonita, mas isso não parece significar nada para ela...De que adianta? Viver por trás da sua maquiagem pálida e perfeitinha, por trás das suas roupas tão cheias de rendas e estampas e não-sei-o-que-mais. Se houvesse uma boneca de porcelana feia, não faria sentido nenhum, e ela nunca ficaria na estante por tanto tempo como esta ficou. Quem é você bonequinha? Gosta de viver assim? Escrava das boas maneiras, da boa aparência. Seus olhos são infelizes, não adianta tentar esconder. Esse chapéu colado na cabeça, e se quiser tirar? A gola do vestido não enforca? Esse espartilho não aperta? Esses sapatos não machucam? Olho por baixo de suas saias e vejo muitas camadas de vestidos, além de uma espécie de bermuda que vai até os joelhos. As mãos e as pernas, pálidas pálidas, mas não era um branco de leite, era um branco acinzentado..Era um branco de gelo. Sim, ela parecia gelo! Pois além de tudo era fria - tanto no sentido literal como no figurado. Você precisa de ar, boneca. Vou tirar esse chapéu, sim? Há quanto tempo você esteve vestindo tudo isso? Tiro os sapatos, as meias de renda, o vestido, as camadas por baixo dele, o espartilho, só não tiro a tal bermuda porque está colada também, mas por que não? Rasg...E mesmo nua, com sua forma e corpo perfeitos, ainda tinha a expressão infeliz, de viver para os outros, se mostrar aos outros. Um risco no braço parecia uma veia, mas bonecas não têm sangue, nem coração. As bonecas têm a cabeça oca. Toc Toc. Têm? Lembro-me da boneca que tinha um furo na cabeça e eu costumava enfiar coisas lá que depois nunca conseguia tirar...E você? Têm a cabeça oca? Começo a batê-la delicadamente na ponta da estante, mas pela lei do impulso, a batida volta cada vez mais forte até que uma pequena lasca salta. Olho fixamente para o local que ficara deformado. Exatamente na bochecha direita da boneca. Nem nome você tem...Passo o dedo em sua cicatriz, porcelana não corta. Então deixo-a cair. E ela chega silenciosamente no chão onde seus pedaços são espalhados. Sim, sua cabeça era mesmo oca. E ao virar-me para o espelho, que até ali só fora um mero espectador de toda a cena, ele me revela os olhos úmidos. Chego mais perto de minha imagem e passando a mão pelo meu rosto, o sinto gelado e também está pálido como as nuvens acinzentadas que flutuam pelo céu neste momento: talvez vá chover e eu deva subir na estante, mas não posso e nem ficaria lá por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-5897760535846639854?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/5897760535846639854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=5897760535846639854&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5897760535846639854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/5897760535846639854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/06/objetos-relevantes-parte-iii.html' title='Objetos relevantes - Parte III'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1076206458762258977</id><published>2007-07-01T20:11:00.000-07:00</published><updated>2007-07-01T16:12:08.325-07:00</updated><title type='text'>Objetos relevantes - Parte II</title><content type='html'>Em um de seus aniversários, Joana ganhou um lindo broche de sua avó.&lt;br /&gt;Relíquia de família, não havia outra tão bela, tão brilhante, tão perfeita quanto essa.&lt;br /&gt;O broche não era valioso, é verdade, nem feito de algum metal precioso, qualquer que fosse.&lt;br /&gt;Mas era passado pelas mulheres da família, sempre conservando a sua limpidez para ser usado e, diziam elas, que o broche trazia muita sorte&lt;br /&gt;Joana quis preservá-lo e ao invés de usar, guardou&lt;br /&gt;Achava-o tão bonito que decidiu esperar uma ocasião digna para colocá-lo&lt;br /&gt;E o tempo passava&lt;br /&gt;E a esperada ocasião não vinha&lt;br /&gt;Mas Joana não se rendeu&lt;br /&gt;Não queria desperdiçar a beleza do broche&lt;br /&gt;E os dias passaram&lt;br /&gt;E o presente de sua avó foi sendo esquecido&lt;br /&gt;Quando Joana o achou no fundo da gaveta&lt;br /&gt;Ele estava enferrujado&lt;br /&gt;Seu brilho sumira, a beleza se perdera&lt;br /&gt;Por tantas pessoas havia passado e logo em suas mãos enferrujou&lt;br /&gt;E o broche que nunca usara&lt;br /&gt;Também nunca mais usou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1076206458762258977?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1076206458762258977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1076206458762258977&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1076206458762258977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1076206458762258977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/07/objetos-relevantes-parte-ii.html' title='Objetos relevantes - Parte II'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-2465832551378836879</id><published>2007-06-23T16:23:00.000-07:00</published><updated>2007-06-29T09:38:12.460-07:00</updated><title type='text'>Objetos relevantes - Parte I</title><content type='html'>"Veja, Lorena, aqui na mesa este anjinho vale tanto quanto o peso de papel sem papel ou aquele cinzeiro sem cinza, quer dizer, não tem sentido nenhum. Quando olhamos para as coisas, quando tocamos nelas é que começam a viver como nós, muito mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;importantes&lt;/span&gt; que nós, porque continuam." (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lygia&lt;/span&gt; Fagundes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Telles&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos era só uma caneta. De fato, era uma caneta, mas para a pessoa que a carregava no bolso da camisa...Ah, era muito mais do que isso! Era uma espécie de arma. Não que ele a usasse para fins violentos, mas era como empunhar uma espada, dava sensação de poder e de segurança. Alguém trazia uma papel e lá ia a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;canetinha&lt;/span&gt; pro seu trabalho de marcar, de escrever ou de assinar. Tirava a caneta do bolso da camisa com a habilidade de um cowboy do faroeste que saca o seu revólver. Era um escritor e, como tal, venerava sua caneta, pois era um passaporte, a mediação entre o seu mundo interior e o exterior.&lt;br /&gt;Mal acabava a tinta e ele já tinha outra, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;igualzinha&lt;/span&gt; à primeira, esperando para ser usada. Mesmo modelo, mesma cor, mesmo lugar no bolso da camisa. Ia à biblioteca e ao invés de pegar a caneta do balcão, pegava a sua. Ia assinar o cheque e ao invés de aceitar a caneta que lhe ofereciam, dizia "não, muito obrigado" e assinava com a sua. Só ela, só com aquela caneta escrevia. Como se ela tivesse algum tipo de poder para acumular toda a informação que havia traçado ou captar a essência da pessoa que a tomava em mãos.&lt;br /&gt;Acordou naquela manhã e a caneta não estava no bolso da camisa que usara no dia anterior. Precisava terminar um relatório, não podia fazê-lo sem a caneta, não podia ler sem tê-la em mãos, mesmo que não fosse anotar nada...Correu até a papelaria mais próxima, mas eles não tinham aquele modelo. A atendente que lhe mostrou muitas outras canetas e até lapiseiras, lápis e marcadores, não entendia que outra coisa não poderia substituir. No resto do dia não escreveu uma linha, uma palavra sequer. A caneta perdida em algum lugar, agora não era mais um passaporte, era só uma caneta e ele, já não era um escritor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-2465832551378836879?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/2465832551378836879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=2465832551378836879&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2465832551378836879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/2465832551378836879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/06/objetos-relevantes-parte-i.html' title='Objetos relevantes - Parte I'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-7539271466347316559</id><published>2007-06-10T15:12:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T11:14:57.570-07:00</updated><title type='text'>Projeção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Escuro. Cortinas negras, sem luz, sem vida, sem nada que se pudesse ver. E o sono que não vinha. Geralmente espero o sono chegar com os olhos fechados, mas nesse dia abri meus olhos para a escuridão. O quarto, que foi meu por toda vida, e ainda hoje era meu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Quando foi que eu morri? Quando que eu não fui eu? Estive sonhando esse tempo todo, só agora não tenho sono pra sonhar, e espero ele chegar. Geralmente espero com os olhos fechados, mas hoje abri meus olhos para a escuridão. Que mágica é a noite. Hoje estou eu, ou estive todo esse tempo, no sonho, na vida. Gritei na noite, mas não tive mais pesadelos, por outro lado também não tive mais sonhos, sem sofrimento não há alegria eu sei. O meu dom de pressentir, de saber antes, de lembrar o que já foi. Eu vi, eu pressenti e me senti amaldiçoada, mesmo sendo portadora de uma espécie de dom. Por um longo tempo estive só na noite, quando ninguém mais estava, e eu vi o que ninguém vê. Vi a noite ganhar vida. E me vi morrer. As sombras que tomavam formas monstruosas, não me mexi. Não tinha sono. Geralmente espero o sono chegar com os olhos fechados, mas nesse dia abri meus olhos para a escuridão, e vi tudo que não existe. O lado esquerdo e o direito, e mais um outro lado. O bem e o mal e mais uma outra força. A escuridão sem luz, foi plena, na noite ou no dia, mas eu não tinha sono, e não esperava ele chegar com os olhos fechados como geralmente faço, agora abro meus olhos pra escuridão. Pensei estar sonhando, mas estava morta; pensei acordar, mas ainda sonhava; e quando acordei não estava mais viva. E o quarto. De como eu me lembrava de tudo que aconteceu. E como imaginava o que ainda estava para acontecer, mas não ia, pois não tinha sono e geralmente o espero chegar com os olhos fechados, mas ontem abri os meus olhos para a escuridão. E nada vi, e tudo vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-7539271466347316559?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/7539271466347316559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=7539271466347316559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7539271466347316559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/7539271466347316559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/06/projeo.html' title='Projeção'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-8883100235529096668</id><published>2007-05-29T00:33:00.000-07:00</published><updated>2007-06-11T06:56:39.241-07:00</updated><title type='text'>Em que Deus você acredita?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Um dia, eu fui rezar. Rezar não, porque não sei como se reza, nunca soube, sempre fui daquelas que inventa o que vai dizer, não sei se Deus se importa, só faço isso porque O tenho acima de tudo como um grande amigo, por isso &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;dispenso&lt;/span&gt; as formalidades de chamá-lo de vós e outras coisas. E me lembro do tempo de criança que diziam para eu temer Deus, que Ele ia me castigar se eu fizesse coisa errada e que se eu não pedisse perdão ia pro inferno. Porque as pessoas dizem isso? Se Deus está lá, não é pra castigar ninguém, é pra auxiliar, pra guiar, pra proteger. Temê-lo é uma forma imatura de acreditá-lo. "Você não teme a ira de Deus?", mas Deus tem ira? Eu deixei tudo isso, agora é do meu jeito, é o meu Deus, que está lá pra ajudar e não pra condenar. Às vezes olha feio pra mim, desaprovando minha atitude, mas não me pune por ser humana. Naquele dia, em minha prece, não sabia o que dizer. Há quanto tempo não rezava, ou falava com Deus. Decidi começar com desculpas por essa demora, mas tinha feito tantas outras coisas piores pra pedir perdão... E deve ser impertinente começar uma prece com um pedido desses. Me ocorre a seguinte pergunta: Será que Deus gosta de nos ouvir? Somos tão egoístas ao falarmos com ele e se não somos, não estamos sendo sinceros... "Deus, perdoe-me por ser de um mundo tão pequeno". Mas o que me faz pensar que é só pedir perdão e tudo bem? Será que é tão fácil assim? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fazemos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; já sabendo que é errado, na esperança de um perdão. Mas errar é humano, não é? E perdoar é divino, sim... Então qual é o propósito de tudo isso? Comecei diferente: "Deus, me dê forças para..." Que frase mais comum! Eu não sei mais rezar, nunca soube. O que eu posso dizer que ele ainda não saiba? Talvez não rezemos para Ele, e sim pra nós mesmos, para ficarmos cientes dos nossos desejos, das nossas decepções, entre outras coisas. E lembrei-me da época em que quase deixei de acreditar em Deus. E pedia pra continuar tendo fé. Então percebi como precisava dele, se até nas horas de descrença era a Ele que eu recorria. Também percebi que não é Ele que depende. O fato de acreditarmos ou não, nisso ou naquilo, não muda a realidade. Quem sou eu para dizer o que é ou não? Eu não posso provar nada, só posso escolher. E essa é a ironia em que caímos: podemos escolher. É legal pensar que às vezes, alguém pode resolver as coisas pra gente, que decide o que é melhor e mesmo que seja sofrido talvez seja mesmo o melhor. Eu gosto de pensar que existe alguém cuidando das coisas por mim, porque esta é uma grande responsabilidade. Eu que não entendo a maioria das coisas, por isso queria que existisse um porquê para elas, mesmo que eu não o saiba. Eu não sei, não sei mesmo, por isso gosto de acreditar que tem alguém que sabe. Sem Ele, como eu poderia viver assim tão humana? Criatura tão pequena, pobre e perdida. Como eu poderia viver sem Ele? Pra ter alguém quando estou sozinha, que possa me dizer o que fazer quando estou confusa, que entenda o que não entendo, que me protege quando nem eu sei o risco que corro, como eu poderia não acreditar em alguém que não desiste de mim, mesmo conhecendo meu lado mais obscuro? "Deus, eu sinto pelos meus erros e espero que me ajude a consertá-los, eu sinto pela minha ignorância e espero que me ajude a pelo menos disfarçá-la. Obrigada por não perder a fé em mim, mesmo quando a minha enfraquece. Obrigada por estar aí quando eu estou distraída e esqueço de cuidar das coisas. A capacidade de entender o mundo não é minha e é inquietação, nada talvez seja pior que a imperfeição humana, o que não entendo, entrego. Tenho a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;despretensão&lt;/span&gt; de querer o mundo, mas nada aqui é meu, nem mesmo eu." E olho pra estrela distante, &lt;em&gt;"&lt;/em&gt;obrigada por me dar a capacidade de sonhar&lt;em&gt;",&lt;/em&gt; em qual Deus? No meu, ora essa! "Se é o barulho com o qual me assusto à noite, se é a paz que vez ou outra sinto, se é minha auto censura me dizendo o que fazer, eu não sei. Mas eu quero acreditar, essa é a minha escolha. Se está lá ou não, vivo melhor achando que sim. Sinto-me mais tranquila desse jeito, mesmo tendo tantas dúvidas que ainda não estou pronta pra esclarecer. E isso é tudo que eu tenho, em várias formas, se podem me entender. Só a minha ambição, mas minha sabedoria é o que eu não sei, e eu não sei o que é melhor pra mim, pois eu só passo pela vida. Amém."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Meme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;" recebido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lisiê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do Paranóia Delirante. E agora repassando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Vacy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do Imaginação Grátis e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Jack&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do Estranho mundo de Jack.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-8883100235529096668?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/8883100235529096668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=8883100235529096668&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8883100235529096668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/8883100235529096668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/em-que-deus-voc-acredita.html' title='Em que Deus você acredita?'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3614616318915273122</id><published>2007-05-22T19:18:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T20:01:45.109-07:00</updated><title type='text'>A confissão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;"_Eu me arrependo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu menti, eu escondi, eu errei, eu destruí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu matei, eu esqueci, eu sonhei, eu desisti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu devorei, eu insultei, eu não liguei, eu bati&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu fingi, eu maltratei, eu criei e não pedi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu fugi, eu roubei, eu ajudei a trair&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu pensei, não fiz e até por isso senti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu falei, eu ocultei, eu julguei, eu condenei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu confundi, eu delatei, eu neguei e distraí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu mandei, eu me meti, e desobedeci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;"&gt;Eu não tentei, eu humilhei, contrariei e excluí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;"&gt;Ignorei, reprimi, prometi e não cumpri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Tantas coisas, tantas coisas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;_Calma criança, que o santo não é esse aqui!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3614616318915273122?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3614616318915273122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3614616318915273122&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3614616318915273122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3614616318915273122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/confisso.html' title='A confissão'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-1397141897508640816</id><published>2007-05-16T07:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T10:24:19.434-07:00</updated><title type='text'>O meu mundo sem mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RksdTriwReI/AAAAAAAAABE/JEWsfBHq3do/s1600-h/Pensativa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065174429851469282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" height="191" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RksdTriwReI/AAAAAAAAABE/JEWsfBHq3do/s320/Pensativa.bmp" width="304" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Um dia eu quis parar de pensar.&lt;br /&gt;Pois meus pensamentos me incomodavam.&lt;br /&gt;E se eu parasse, não teria como ficar com peso na consciência se eu os esquecesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Eu quis parar de pensar porque eu não me deixava em paz.&lt;br /&gt;Porque eu estava me enlouquecendo.&lt;br /&gt;Quis parar para não precisar mais ouvir as coisas absurdas que penso.&lt;br /&gt;Eu quis parar porque não me aguentava mais.&lt;br /&gt;Mas eu não saio de mim.&lt;br /&gt;E tudo o que eu queria era parar de ter comigo essas amarras e fugir de mim mesma, nem que fosse só por um instante...&lt;br /&gt;E se eu conseguisse fazer isso?&lt;br /&gt;O que eu seria sem mim?&lt;br /&gt;Me encontaria no vazio entediante do nada? Pois eu, sem mim, deixo de ser.&lt;br /&gt;Ou na diversidade do tudo que existe? Pois sem meu pensamento guardião, qualquer coisa poderia entrar e ser eu.&lt;br /&gt;Eu sem mim: sou tudo, ou não sou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-1397141897508640816?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/1397141897508640816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=1397141897508640816&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1397141897508640816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/1397141897508640816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/o-meu-mundo-sem-mim.html' title='O meu mundo sem mim'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RksdTriwReI/AAAAAAAAABE/JEWsfBHq3do/s72-c/Pensativa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3949856722269777133</id><published>2007-05-13T12:53:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T20:00:14.555-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkdzzcBDOZI/AAAAAAAAAA8/xqQNDt4jvIo/s1600-h/su+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064143633532533138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" height="189" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkdzzcBDOZI/AAAAAAAAAA8/xqQNDt4jvIo/s320/su+003.jpg" width="287" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ffcccc;"&gt;"Vic, não tem porque guardar tudo. Chega de dosar as coisas. Chega de pensar tanto. Chega de ter medo. Não tem porque adiar as coisas, um dia elas vão vir à tona! Lembra, Vic, lembra? A angústia é o seu problema pedindo pra ser solucionado...Lembra disso, Vic? Onde foi que a gente leu isso mesmo? Não importa, pára com isso, pára! Olha pra mim quando eu falo com você! Não tem problema chorar, Vic. Você sabe que é verdade, e que a verdade dói, mas eu não falaria isso se não fosse tua amiga. Presta atenção, presta. Às vezes eu temo por você, Vic. É sério. Eu quero te ajudar, não tem porque complicar as coisas. Assim você só aumenta seus problemas. Me escuta, Vic. Que mania essa a minha, de te chamar a atenção toda a hora...Mas essa história, ainda não tem fim e talvez não acabe nunca, porque quem a começou não sabe continuar. Sabe, essa nossa história, da qual somos personagens protagonistas. Mas ela nasceu e nós ganhamos vida, Vic! E agora falamos por nós, temos até personalidade, a escritora que nos abandonou, nem ela sabe o que vai acontecer no final, mas tudo pode acabar bem querida, não chora."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3949856722269777133?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3949856722269777133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3949856722269777133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3949856722269777133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3949856722269777133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/vic-no-tem-porque-guardar-tudo.html' title=''/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkdzzcBDOZI/AAAAAAAAAA8/xqQNDt4jvIo/s72-c/su+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-523362131812958412</id><published>2007-05-10T09:42:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T10:53:39.760-07:00</updated><title type='text'>Rua no Outono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkNbkcBDOYI/AAAAAAAAAA0/6FxapgfMRx0/s1600-h/rua+no+outono.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062991087648586114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="307" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkNbkcBDOYI/AAAAAAAAAA0/6FxapgfMRx0/s320/rua+no+outono.bmp" width="224" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;E às vezes nada mais parece importar, e eu me transporto dessa vida. Nada mais existe, e isso não causa dor. E me sinto à vontade pra olhar as pessoas passando, como se eu fosse invisível e para elas eu sou, pois estão apressadas demais pra notar, estão concentradas demais, e eu me sinto prejudicada por não ter essa capacidade de me concentrar a qualquer hora. O outono chegou, e além das minhas mãos, o tempo também parece congelar. Será que eu errei demais? Pelo meu orgulho de nunca pedir desculpas, pelo meu egoísmo de não partilhar nada, por não estar sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;dispónivel&lt;/span&gt; como disse que estaria, por estar alheia a tudo e não ter a devida paciência. Pra onde vão esses carros? Pra onde vai o menino na calçada? E sinto pena, pelos outros que não conseguem congelar o tempo, pela borboleta que não viverá até o inverno, pelos que encostam a cabeça no travesseiro e pensam no amanhã, e pelos que não têm travesseiro pra se encostar. Eu sinto muito e espero que me perdoem por ser tão pequena, eu tento, mas sou atrapalhada ou não tento o suficiente. Mas eu sei que parar o tempo é só na minha cabeça, que a gente deve continuar não importa o quê, mas afinal, quem disse isso? Com quem eu estive falando? E por que ninguém respondia? Por que eu não tenho essa sensibilidade da audição, pra ouvir o que ninguém mais pode? Enquanto todos querem ver menos, e ignoram a borboleta que luta com o vento gelado do outono. É a vida acontecendo, mas ninguém vê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-523362131812958412?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/523362131812958412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=523362131812958412&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/523362131812958412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/523362131812958412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/e-s-vezes-nada-mais-parece-importar-e.html' title='Rua no Outono'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/RkNbkcBDOYI/AAAAAAAAAA0/6FxapgfMRx0/s72-c/rua+no+outono.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-823867502150644320</id><published>2007-05-07T09:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-20T09:37:49.413-07:00</updated><title type='text'>Um dia de chuva e um jogo de tabuleiro</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s1600-h/banco+imobiliÃ¡rio.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s1600-h/banco+imobiliÃ¡rio.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s1600-h/banco+imobiliÃ¡rio.jpg"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s1600-h/banco+imobiliÃ¡rio.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s1600-h/banco+imobiliÃ¡rio.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061874151338490194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 331px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" height="240" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s320/banco+imobili%C3%A1rio.jpg" width="353" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;A chuva cai tranquila lá fora. O céu está escuro, embora ainda seja dia. O que pobres mortais podem fazer sem eletricidade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Vai! Sua vez de jogar os dados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Ah, tá certo. Sorte, sorte...1,2,3...Ahá! A avenida Rebouças é minha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Ah...Mas eu tenho os outros azuizinhos...Quer trocar pela Rua Europa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Dá licença que agora é minha vez! Depois vocês fazem as negociações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Sorte-Revés. Você recebeu uma herança, receba 200!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Agora sou eu! Meu Deus, vocês já colocaram hotéis?? E eu vou passar por aqui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Hahahahaha! São quase todos meus!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_1,2,3,4,5...Droga! Eu não acredito que caí nas suas casinhas de novo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Pode ir passando a grana!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Mas eu tô pobre!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Vai hipotecando suas coisas, então...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Toma aqui, magnata!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Dá licença, agora eu vou colocar hotel lá em Copacabana!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Mas...Da onde você tirou tanto dinheiro??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_É, você tá roubando!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Não estou coisa nenhuma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Olha, enquanto vocês vão discutindo, Eu vou por as casinhas lá no Interlagos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Olha aí a outra, trapaceando! O Interlagos nem era seu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Vocês roubaram!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Ei! Quem pegou a minha nota de 500?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Suas trapaceiras! Hahahahahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Eu já estou falida e vocês ainda me roubam??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Coitada! Devolve o dinheiro dela!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Como você sabe que fui eu que peguei?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Porque você queria compensar essas notas de 100 que eu peguei de você! Hahahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Depois eu que sou a ladra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_É uma pior que a outra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Ninguém joga sério!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Pra quê jogar sério se o mais divertido é trapacear?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Há quanto tempo a gente não joga isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Sei lá, bastante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_Olha! A energia voltou! Agora eu posso assistir àquele filme!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_E eu preciso voltar a estudar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;_E eu tenho que terminar de digitar o trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;"Bem que a eletricidade podia acabar mais vezes"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-823867502150644320?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/823867502150644320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=823867502150644320&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/823867502150644320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/823867502150644320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/um-dia-e-chuva-e-um-jogo-de-tabuleiro.html' title='Um dia de chuva e um jogo de tabuleiro'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4wOz6bKeUJQ/Rj9juMBDOVI/AAAAAAAAAAc/E_cmZbr1pJM/s72-c/banco+imobili%C3%A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-3147239054548461422</id><published>2007-05-05T12:22:00.000-07:00</published><updated>2007-05-05T12:37:31.402-07:00</updated><title type='text'>Por Incrível que Pareça, Eu Tenho Algo pra Fazer.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Eu estou escrevendo aqui, algo que não irá melhorar a minha nota nas provas, que não adiantará os meus trabalhos e que não fará a menor diferença, mas e daí? Por incrível que pareça eu tenho algo pra fazer. Eu estou escrevendo uma inutilidade, mas quem se importa? Especialmente com inutilidades?&lt;br /&gt;O tempo passa e nenhum dos meus deveres é cumprido, mas e daí? Por incrível que pareça eu tenho algo pra fazer. Eu poderia estar ocupada com qualquer outra coisa, mas estou aqui e não quero estar em outro lugar, eu preciso estar em outro lugar. Mas eu quero ficar aqui. E me vêem ficar de bobeira, e me vêem fazer “coisas de criança” ou coisas inúteis, como cada um prefere chamar, mas e daí? Por incrível que pareça eu tenho algo pra fazer. E me vêem prestar atenção em coisas bobas e me olham pensando e se perguntam: “essa menina tem algo pra fazer?” Por incrível que pareça, sim. Não seria ótimo se só fizéssemos o que gostamos? As melhores invenções não foram originadas no tempo livre? Os maiores gênios não faziam tudo o que fizeram por paixão? O esforço não é enfadonho quando é escolha. Pois então...Quantos deveres, quantos! Que todos têm, inclusive eu (por incrível que pareça), e sonham com o dia em que poderão dizer que têm algo que querem fazer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-3147239054548461422?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/3147239054548461422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=3147239054548461422&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3147239054548461422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/3147239054548461422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/por-incrvel-que-parea-eu-tenho-algo-pra.html' title='Por Incrível que Pareça, Eu Tenho Algo pra Fazer.'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-6432725408977565396</id><published>2007-05-04T11:43:00.000-07:00</published><updated>2007-05-05T09:18:22.140-07:00</updated><title type='text'>Os mistérios do café-sem-leite</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;Outro dia a gente estava de bobeira no sofá da sala. Parada, sem falar ou fazer nada, olhando pro teto. Ela foi buscar café (é o seu vício). E quando ela voltou, vi que estava olhando fixamente para dentro da xícara:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Caiu um bicho aí dentro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Não...-disse ela num tom distante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Então o que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;Sem dar importância à minha pergunta, ela disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_De que cor é o café?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Café é preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Então por que quando a gente mistura no leite, que é branco, ele fica marrom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Ah...Ele deve ser um marrom bem escuro, então. Quase preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Mas qualquer um diz que café é preto. As pessoas pedem:"café preto, por favor".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;Dei uma gargalhada porque ela encenou a última frase como uma madame.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Então a Coca-Cola, também deve ser marrom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Que bobagem, como você sabe? Já pôs leite na Coca-Cola pra ver de que cor fica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Olha quem vem me falar de bobagem! Foi você que levantou essa questão idiotíssima!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Idiotíssima? - ela soltou uma gargalhada - existe este superlativo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;Eu ri também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Não sei, se não existe eu acabei de inventar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Que outras palavras podemos inventar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Ei! Agora me lembrei! Tem a cor de um esmalte que é "marrom café"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_A gente podia fazer uma cor mais clara e dizer que o nome é "marrom café-com-leite".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Então o mais escuro chamaria "café-sem-leite" ou "Coca-Cola-sem-leite".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Ai! Já te disse pra parar com esta da Coca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Quer apostar quanto que ela é marrom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Aposto essa minha xícara de café!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Então vamos lá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Aonde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_Por leite na Coca-Cola, que pergunta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_LEITE NA COCA-COLA???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;_É - respondi tranquilamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;color:#ccccff;"&gt;Ela encolheu os ombros dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;color:#ccccff;"&gt;_Então tá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ccccff;"&gt;Moral da História: O tédio deixa as pessoas retardadas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-6432725408977565396?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/6432725408977565396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=6432725408977565396&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6432725408977565396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/6432725408977565396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/os-mistrios-do-caf-sem-leite.html' title='Os mistérios do café-sem-leite'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4777333326779487881.post-4662321509340575296</id><published>2007-05-04T11:10:00.000-07:00</published><updated>2007-05-19T09:11:01.718-07:00</updated><title type='text'>As mordomias da internet e eu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Mas que droga! Por que eu não consigo encontrar nada pra escrever no primeiro post?&lt;br /&gt;Pra falar a verdade, sempre entro nessas de internet com um pé atrás. Sem aquela certeza, ou empolgação pra fazer um e-mail, um orkut, um blog. Sei lá...E se eu não quiser mais mantê-lo? Aí abandono, nunca mais acesso e esse material todo vai ficar flutuando por aí nos emaranhados da rede? Internet é um treco assustador! Pra onde vai tudo isso?? Enfim, sempre dou o último click com um "então tá, vai lá...". Porque eu continuo fazendo isso? Porque é fácil. Eu recebi um convite pra fazer o orkut e foi só aceitar, preencher algumas coisinhas e estava pronto! Com o blog, foi só entrar no site, preencher mais algumas coisinhas e acabou! Nem termino de me decidir e já está lá, prontinho. Ou será que é mais forte do que eu? De qualquer maneira, é sempre muito fácil...E é com essa facilidade que eu vou entrando nessa "vida online".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4777333326779487881-4662321509340575296?l=chave-fechadura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/feeds/4662321509340575296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4777333326779487881&amp;postID=4662321509340575296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4662321509340575296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4777333326779487881/posts/default/4662321509340575296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chave-fechadura.blogspot.com/2007/05/as-mordomias-da-internet-e-eu.html' title='As mordomias da internet e eu'/><author><name>Insolúvel.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03949551158766856590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
