sábado, 11 de agosto de 2007

Desilusão


Faz-me mais patética
Mais concreta
Mais ridícula
Mais anoréxica

A importância
que tanto almejo
é veneno

Contento-me com a companhia
Mas aquela verdadeira
se estiver aqui,
escute bem: esteja

É pedir demais?
Um minuto que seja?

Eu não quero amor
nem compaixão
nem mágica
desapareceu!

Será que foi um sonho?
Ou é sonho que me falta?
Ou falta faz o sonho?

Ai, minha nossa, eu perdi tudo
Só me restaram essas coisas inúteis
ou a inútil sou eu em não conseguir fazê-las úteis?

Até a esperança...
a esperança que nunca se perde
Até a vontade,
a vontade que me move

Ai, José, José...E agora?
Por que não me disse antes que eu era a enganada?
Que eu era a traída, a iludida, a descartada?

É sua culpa! Só sua, droga!
Hoje não sou nada
E mesmo tendo horror aos meus versos,
tarde demais, arrisco na poesia:

Estando sob a montanha
Debaixo da mesa
Debaixo da cama
Nada resta
Nada me chama

Outro dia ouvi falar
em perseverança e ignorei
Oh, Deus, e agora?
Sem meu dicionário, como saberei
o significado de esperança?

Um comentário:

improvisatore disse...

muito bom...
alias criei o meu!! da uma passadinha la !